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rss  Vol. XIV - Nº 250         Montreal, QC, Canadá - sábado, 04 de Abril de 2020
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Banco BANIF

Abertura de escritório na cidade é possibilidade real!

Reportagem de Raquel Cunha

Foi um pequeno-almoço agradável, onde tivemos a oportunidade de conversar com o administrador executivo do Banco BANIF, o senhor A. Rocha Moreira. A conversa foi informal, falou-se de tudo um pouco, com especial foco na hipótese de abertura de um escritório do banco madeirense na cidade de Montreal.

 

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Rocha Moreira
Foto: Raquel Cunha, LusoPresse

Tudo parece indicar que sim, que em breve vamos fazer parte do mapa desta instituição, que conta já com agências em 17 países e cerca de 1 200 000 clientes.

Fica aqui um resumo do que foi dito.

A Situação Económica Portuguesa:

Todos estamos a par das medidas de austeridade que Portugal foi obrigado a tomar e conscientes de que mais dessas medidas terão em breve lugar. É nesse tom que começa a conversa, falamos inevitavelmente da crise e do futuro português. Contudo, o seu discurso é otimista e afirma ter confiança de que este governo seja capaz de cumprir o programa em três anos. Realça porém que o mesmo não pode garantir acerca do resto da Europa e do Mundo.

«A crise bancária é resultado de um problema de liquidez e sobretudo é fruto de questões e interesses políticos». Afirma, acrescentando que «o «down grade» da dívida soberana arrastou consigo o dos bancos. O que resultou na falta de liquidez do sistema bancário, que está hoje impedido de financiar empresas, particulares e de fazer girar a roda da economia do país». A situação é clara, é tudo uma questão de política e falamos a nível europeu. «O Banco central tem que injetar capital nos bancos da Europa de modo a que esta possa sair da crise. Caso contrário, está a por em causa a economia dos países e o próprio Euro. Trata-se tudo de uma questão política sobretudo relacionada com os rankings».

Existe hipótese dos bancos portugueses falirem? De perdermos o nosso dinheiro?

Não. Definitivamente os clientes podem ficar descansados porque a Europa não corre este risco. Em primeiro lugar, «não há registo de tal ter alguma vez acontecido na Europa». Os clientes europeus estão ainda salvaguardados por dois acordos: «Existe um valor de 100 000 euros que salvaguarda os depositantes e há ainda a garantia do acordo de Troika, que caso um banco esteja em risco de falir, garante, um empréstimo de 12 000 000 de euros para assegurar o depósito dos seus clientes».

A crise mundial?

Esta crise mundial teve origem na crise sofrida nos Estados Unidos em 2007, devido ao excessivo financiamento em setores que não foram capazes de responder. Contudo, o problema «é que o papel já estava fora dos Estados Unidos, tinha sido vendido para a Europa, o que deu origem aos «produtos tóxicos». Ou seja, produtos sem liquidez real. A partir daí instalou-se o medo entre as instituições bancárias e com ele o fim do processo interbancário, onde os bancos concediam frequentemente empréstimos uns aos outros, no sentido de entre ajuda e garantia da instituição. «O que por sua vez gerou a falta de liquidez e terminou com o atual endividamento dos países europeus».

Sobre a extensão do Banif em Montreal: Por quê?

Em primeiro lugar, as remessas de emigrantes são importantíssimas, uma vez que trazem a tão necessária liquidez. Mais, este banco madeirense tem como lema localizar-se junto da diáspora migrante e prestar assim serviços e captação de recursos junto das comunidades portuguesas. «O Banif é um banco que apoia as comunidades migrantes e que está perto delas».

Porque escolher o Banif?

«Em primeiro lugar porque concilia a qualidade de serviços com preços extremamente competitivos. Oferece ainda, a transparência de processo, resposta na hora e o envolvimento com a comunidade». É importante referir o caráter humano que procura fazer-nos sentir-se em casa. Não se trata de máquinas impessoais mas sim de gente portuguesa que quer trabalhar para o bem dos portugueses. «Pode contar ainda com excelentes taxas de câmbio uma vez que as taxas portuguesas são muito mais atrativas do que as americanas».

Quando e onde:

Nada está ainda definido. «Viemos recolher dados e verificar estatísticas». Porém deixa escapar que é muito provável que a abertura seja feita num curto prazo e que será sem dúvida junto da comunidade portuguesa.

Portugal e o futuro:

 

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Rocha Moreira e José Faria, responsável do Banif em Toronto
Foto: Raquel Cunha, LusoPresse

«Existe em Portugal uma esperança neste novo governo que está para além de questões partidárias». Há uma consciência geral e apoio da implementação das medidas de austeridade. «Os portugueses perceberam que têm que apertar o cinto e estão dispostos a fazê-lo».

Contudo, para o sucesso do programa acredita que é necessário deixar de tirar aos pobres e cita Warren Buffett «está na altura de deixar de apaparicar os ricos», os portugueses estão dispostos a fazerem o que for preciso desde que não sejam sempre os mesmos a pagarem». Assim faz sentido, não?

Resta ainda dizer que durante a curta visita a Montreal, o Sr. Administrador e o chefe do escritório deste banco em Toronto, senhor José Faria, jantaram com empresários da comunidade, no Restaurante Estrela do Oceano, e visitaram a Caixa Desjardins Portuguesa.

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