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rss  Vol. XIV - Nº 250         Montreal, QC, Canadá - domingo, 09 de Agosto de 2020
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Asta la vista

Pela mão inspirada de uma cinéfila amiga, dei comigo, no último Festival dos Filmes do Mundo, a assistir a uma verdadeira pérola do novo cinema europeu, melhor digo, belga, para não dizer flamengo, tout court.

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O título não tem nada da língua materna de Brell, é apenas um piscar de olhos para a abertura de espírito dos espanhóis - devia dizer, das espanholas...

A história tem pouco que contar. É a história de três deficientes - um paraplégico, um condenado à cadeira de rodas por um cancro terminal e um deficiente visual grave. O que os une, para além de viverem na mesma cidade, algures na Flandres, é o facto de não quererem morrer sem conhecer a alegria do sexo. Todos são virgens.

Um deles lê na Internet que no sul da Espanha há um lupanar para gente como eles. O sonho deles é chegar até lá.

A trama do filme é o contar das peripécias entre os três e a enfermeira Claude, que eles pensavam ser um enfermeiro.

Como tive a ocasião de dizer pessoalmente à atriz Isabelle de Hertogh, a intérprete da enfermeira Claude, no final da projeção, a sua imagem no ecrã vai-me ficar na memória. Muito do sucesso do filme se deve sem dúvida à sua presença que encarna, embora ao de leve, as eternas tensões linguísticas, entre flamengos e valões.

O filme vai ser estreado no fim deste mês em Montreal, na sua versão original com legendas em francês. A não perder.

CDJ

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