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rss  Vol. XV - Nº 247         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
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Jacques Parizeau ataca-se a Pauline Marois

 

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Redação - Numa carta aberta muito acerba, publicada na passada terça-feira no diário montrealense «Le Devoir», o ex-primeiro-ministro Jacques Parizeau, ao responder aos 12 deputados que lhe pediam para ter confiança na «nova guarda» e deixar de se intrometer na gestão interna do Parti Québécois, acusa a atual líder, Pauline Marois, de falta de convicção para dirigir o movimento independentista do Quebeque.

«Depois de todo o desastre», a propósito do projeto de lei 204 sobre o Coliseu de Québec, «querem, no fundo, que me cale! Como podeis vós pensar, não fora um instante, de pactuar (pelo silêncio)? Não intervenho muito frequentemente, nem tenho abusado do meu direito de expressão, mas persisto nesse direito. Em termos de direito à opinião, não há idades, somos todos cidadãos» lê-se na missiva em questão.

Na mesma carta ele acusa os signatários de terem um conceito muito elástico do que é ser «jovem deputado». «Alguns de vós já ultrapassaram a quarentena ou estão em vias disso. Aos 40 anos já René Lévesque tinha nacionalizado as companhias de eletricidade e se, com essa idade, depois de ter trabalhado para três primeiros-ministros sucessivamente, me tivessem definido como «jovem» presidente executivo nacional do Parti Québécois teria mordido. Quarenta anos é a força da idade, dizia-se naquele tempo.»

Não obstante refutar vigorosamente os ataques dos «jovens deputados», o velho líder do P.Q. aproveita a ocasião para se atacar a Pauline Marois, sem contudo a mencionar explicitamente. O âmago da crise que abalou o Parti Québécois são os limites impostos à liberdade de expressão dos seus membros, facto que sua esposa, Lisette Lapointe denunciou ao demitir-se do partido, afirma a certo passo.

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