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rss  Vol. XV - Nº 247         Montreal, QC, Canadá - domingo, 27 de Setembro de 2020
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Durante o Festival Internacional de Jazz de Montreal

Jean-Pierre Zanella homenageia Don Alias

Por Ana Paula Burg

 

durante o festeval zannella
Jean Pierre Zanella
Foto: Mima Souza

O saxofonista, compositor, arranjador e amante da Bossa Nova, Jean Pierre Zanella, fará uma apresentação especial na 32ª edição do Festival Internacional de Jazz de Montreal. Ele comanda, no dia 3 de julho, no l'Astral, uma homenagem ao percussionista Don Alias, que trabalhou com expoentes do jazz como Miles Davis e David Sanborn. Zanella foi amigo pessoal de Alias e trabalhou com ele durante os dois anos em que o percussionista viveu no Quebeque. Don Alias morreu em 2006 e, desde então, Zanella aguardava o momento propício para fazer a homenagem. «Ele era um percussionista sensacional e um ser humano incrivelmente simples. Nesse período em que morou no Quebeque ele deixou uma marca nos músicos que tiveram a oportunidade de tocar com ele». É justamente com esses companheiros de aventura dos anos 80 que Zanella divide o palco no show do dia 3 de julho: Gene Perla (que era baixista com Don Alias na Stone Alliance), Ben Charest, Paul Brochu, Steve Amirault, Alain Labrosse e René Lazaro. 

Neste ano, Zanella homenageia mas também é homenageado pelo Festival Internacional de Jazz de Montreal. Ele receberá o prémio Oscar Peterson, que reconhece a performance de músicos que contribuem para o desenvolvimento do jazz canadense. A grande prova do talento de Zanella está nas incontáveis participações neste mesmo festival. «É uma honra muito grande para mim. Meu agradecimento vai para o festival mas também para todos os músicos com quem toquei e que me serviram de professores»

O português fluente, o sotaque brasileiro perfeito e as frequentes referências à Bossa denunciam a grande paixão de Zanella pela cultura do Brasil. O ponto de partida de nossa conversa - e ponto final desta reportagem - não poderia portanto ser outro: começamos falando do Jazz Brasileiro e, em especial, do legado dos maestros Tom Jobim e Heytor Villa-Lobos, aos quais Zanella homenageou em um disco especial, lançado em 2006. Nesse álbum ele fez uma releitura da obra dos dois expoentes da Música Popular Brasileira (MPB). Em 2003, ano que a UNESCO declarou como «o ano internacional da floresta», Zanella buscou inspiração nas sinfonias de Villa-Lobos, Floresta de Amazonas e Melodia Sentimental. «Para mim, Villa-Lobos foi quem estabeleceu o padrão harmónico da MPB e Tom Jobim foi o grande ordeiro do que ele havia começado. Mas o que realmente me atrai nas músicas brasileiras é a saborosa junção de poesia, melodia e harmonia», diz o músico. A música brasileira voltará ao repertório nos próximos meses. Antes, na agenda para o dia 3 de julho, o imperdível tributo ao melhor do jazz. No l'Astral, homenagem à Don Alias.

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