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rss  Vol. XV - Nº 245         Montreal, QC, Canadá - sábado, 04 de Julho de 2020
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Moçambique:

Tânia Tomé criou ´showsia`, uma união de poesia, declamação e música

 

taniatome

Maputo - A moçambicana Tânia Tomé, 29 anos, criou em 2009 o conceito «showsia, que combina poesia, declamação e música, e foi sem surpresa «mas sem expetativa» que soube ser uma das finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura.

Por conviver muito bem com a poesia, recitação e música, Tânia Tomé criou o «showsia», no qual um poema recitado acaba cantado, ou o contrário, ou é interrompido pelo canto de uma letra de um autor que não é o poeta, mas sem se perder a harmonia.

«Foi esta necessidade de deixar as três artes fluírem: deixar a própria poesia fluir, deixar a música fluir, deixar a expressão dramática fluir, deixar a declamação fluir, um conjunto de artes que ao longo dos anos foram-me acompanhando desde pequena», disse à Lusa.

A intensidade com que Tânia Tomé diz viver a música, (toca piano), a escrita poética e a recitação motivou «o neologismo ´showsia», para enquadrar a opção de «transportar os livros para o palco».

«Esse transporte faz com que a poesia ganhe vida, é mais estimulante, porque não é só ler um poema, é transformá-lo, é tocar no coração das pessoas», afirma a poetisa e cantora.

A autora vê as diversas modalidades artísticas em que está envolvida como tão complementares que não se atreve a falar de uma a sobrepor-se a outra, até porque tem merecido reconhecimento em cada uma delas.

Aos sete anos, ganhou o Prémio de Melhor Voz num concurso da Organização Mundial da Saúde (OMS); aos 13 anos participou no seu primeiro sarau de poesia, onde cantou e declamou poemas de José Craveirinha e tocou piano; e os seus poemas têm integrado antologias que incluem grandes nomes da literatura moçambicana e africana e no ano passado venceu um concurso de música africana.

Tânia diz que o processo de criação em todas as artes em que está envolvida é espontâneo, natural e não profissional, pois as oito horas diárias que dedica ao trabalho passa-as como economista, após a licenciatura e pós-graduação pela Universidade Católica do Porto, onde ingressou com apenas 17 anos.

«Nunca quis e nunca almejei ser poetisa ou cantora profissional, nunca trabalhei para ter visibilidade, trabalho as oito horas por dia como economista», enfatiza Tânia Tomé.

Responde com o mesmo desprendimento à pergunta sobre as expetativas como finalista da 9ª Edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura: «Estou muito feliz por estar numa fase como esta, mas não tenho expetativa absolutamente nenhuma frente a grande autores, com grandes livros, se calhar daqui a uns 10 anos».

Na competição, em que se viu envolvida não por iniciativa própria ou manifestação de interesse, uma vez que a seleção dos autores em concurso é independente da vontade dos autores, desde que tenham publicado no Brasil, Tânia Tomé participa com a obra «Agarra-me o Sol por Trás», um conjunto de poemas também «aptos a serem cantados».

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