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rss  Vol. XV - Nº 245         Montreal, QC, Canadá - sábado, 04 de Julho de 2020
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Peneda-Gerês:

Parque comemora 40 anos marcados pelo reconhecimento internacional e críticas de autarcas

 

penedageres

Viana do Castelo - O único Parque Nacional português, na Peneda-Gerês, comemora este ano 40 anos da sua criação, mas o reconhecimento internacional, de que é exemplo a atenção dada pela revista National Geographic, continua a conviver com as críticas dos autarcas locais.

"Depois de vários títulos atribuídos ao longo dos anos, como em 2009 o de Reserva da Biosfera, esta publicação tornará o parque conhecido em todo o mundo», explicou à Lusa Lagido Domingos, diretor do Parque Natural da Peneda-Gerês (PNPG), salientando que uma equipa de fotógrafos e colaboradores da revista está no terreno há várias semanas.

«Estamos a falar de um património de grande valor, que parece ser preciso vir gente de fora para o reconhecer», afirmou, mostrando-se satisfeito com a «linha de rumo dos últimos 40 anos» da instituição.

No entanto, ainda bem vivas estão as críticas locais ao novo Plano de Ordenamento, nomeadamente sobre a necessidade de autorizações para pequenas obras, o estatuto de residente no parque ou a proibição de aproveitamentos eólicos.

Vassalo Abreu, autarca de Ponte da Barca, município que tem 52 por cento do seu território em área do parque, é um dos mais críticos: «Sou presidente da Câmara e quase tenho que ter um passaporte para entrar no parque».

A proibição de instalação das torres eólicas é a crítica mais dura: «Entramos no PNPG e vemos postes enormes de Alta Tensão, antenas das televisões e telemóveis. E não podemos ter eólicas na periferia, quando as melhores zonas que temos estão ali», diz o autarca socialista.

No concelho vizinho de Arcos de Valdevez, o autarca social-democrata Francisco Araújo critica as «restrições» que o parque tem imposto às populações ao longo dos anos.

«O parque é um território humanizado e para cumprir a sua missão precisa de ganhar as populações, o que não acontece», acusa.

Para Francisco Araújo, «a proibição é a política da proteção em Portugal e as populações estão contra este tipo de ordenamento do território, que só perspetiva o despovoamento».

Em resposta a estas críticas, o diretor minimiza os problemas: «Devemos estar orgulhosos daquilo que foi possível conservar, em termos de património natural e cultural».

No entanto, «também sabemos que por vezes as relações não são fáceis com populações e autarquias», admite Lagido Marques.

Constituído a 08 de maio de 1971, o PNPG abrange cinco concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Vila Real, em mais de 70 mil hectares de área protegida, habitada por oito a nove mil pessoas.

Da área total, apenas cinco mil hectares pertencem ao Estado. A maior parte dos terrenos são baldios, o que obriga a um processo de articulação com a direção do parque. «O Estado tem que ajudar a gerir, mas a ideia não é a de impor, contrariamente a algumas ideias que se criam», afirma Lagido domingos.

Atualmente, o PNPG tem cerca de 240 espécies de fauna vertebrada identificadas no território e 1100 de flora, além de 500 sítios de interesse histórico e arqueológico.

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