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Música.

Gustav Mahler foi um «revolucionário criativo" e »um génio" - Álvaro Cassuto

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Álvaro Cassuto



Lisboa - Gustav Mahler foi «um revolucionário do ponto de vista criativo e um génio, a um nível superlativo», disse à Lusa o maestro Álvaro Cassuto, no dia em que se assinalam os 100 anos da morte do compositor.

Para Álvaro Cassuto, maestro que se estreou em Portugal, dirigindo a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, a 3.ª Sinfonia do compositor, em março de 1974, «Mahler representa o fim de uma época pois estilisticamente não teve continuadores, mesmo entre os seus discípulos, estes enveredaram por formas diferentes».

«Schömberg e a segunda escola de Viena seguiram-se-lhe cronologicamente mas constituíram uma continuação na rutura com Mahler», acrescentou.

 

gustavmahler
Gustav Mahler

Gustav Mahler nasceu há 150 anos em Kalischt na região da Boémia sob a coroa austríaca, tendo falecido na capital do Império Austro-Húngaro no dia 18 de maio de 1911, depois de ter sido regente titular de várias orquestras e diretor de teatros como a Ópera de Budapeste, a de Viena e a Metropolitan Opera de Nova Iorque, lugar que deixou em 1908, tendo sido ocupado pelo italiano Arturo Toscanini.

Gustav Mahler que era maestro durante o inverno e compositor no verão, como explicou à Lusa o maestro Cesário Costa, compôs várias canções ou «lied», nove sinfonias e o poema sinfónico «Das Lied von Der Erde» («A Canção da Terra»), tendo deixada inacabada a 10.ª sinfonia.

Para Cassuto «o maior desafio para quem dirige uma sinfonia de Mahler é conseguir um equilíbrio sonoro, um som uniforme como um génio, dada a enormidade e variedade de instrumentos que ele conjuga na orquestra».

O maestro referiu à Lusa que Mahler trouxe novos instrumentos às salas de concertos como chocalhos de vacas ou martelos.

«Utilizou, aliás, todos os instrumentos disponíveis na orquestra e não só, tudo quanto viesse servia para enriquecer e proporcionar variedade tímbrica e nesse aspeto foi um compositor revolucionário», argumentou

O facto de Mahler ser também maestro deu-lhe «um conhecimento mais íntimo das possibilidades de qualquer orquestra, tendo adaptado muitas vezes as suas composições à força ou fraqueza das orquestras que dirigia».

Esta questão levanta algumas interrogações relativamente às versões definitivas das suas obras, salientou o maestro, na medida em que «dados os diferentes editores das partituras nem sempre sabemos se é uma adaptação para determinada orquestra ou se é uma versão final que ele refez».

Para Cassuto as composições de Mahler foram «sempre reconhecidas como do mais alto nível», tendo-se «alargado o leque de público interessado», quando em 1971 a sua música foi escolhida para a banda sonora de «Morte em Veneza», de Luchino Visconti.

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