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rss  Vol. XV - Nº 245         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
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Liga Europa

Porto sofrível.

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Da História não rezam os fracos. E os fracos, neste caso, são os jogadores e técnicos do Sporting Clube de Braga que, em final histórica, referente à Liga Europa, onde apareceram pela primeira vez, precisamente, não foram capazes de derrotar um Futebol Clube do Porto sofrível, pese embora todo o alarido à volta da sua equipa, que acaba de vencer o Campeonato Nacional em 2010/2011, com 21 pontos de distância para o segundo colocado - o Benfica, por sinal outra equipa que veste de vermelho - e se prepara para jogar a final da Taça de Portugal diante de outra formação minhota, o Vitória de Guimarães. Ainda para trás ficou o triunfo na Super Taça, quando derrotou os «encarnados», mas agora os de Lisboa. 

fans do fc porto

Com este triunfo, o Futebol Clube do Porto somou a sua quinta taça europeia - 2 Taças dos Campeões, 1 Taça UEFA, 1 Super Taça, e agora a Liga Europa. Se quisermos ir mais adiante, teremos de acrescentar àquele pecúlio mais 2 Taças Intercontinentais. É Obra!

Mas neste jogo de hoje (ontem para quem ler este texto), o Porto, comandado por Vilas Boas, o técnico mais jovem que alguma vez ganhou uma competição europeia, ficou muito aquém de merecer levar a Taça, sobretudo pelo favoritismo que lhe era dado. Ganhou o jogo e o troféu, é certo, mas pouco fez por merecer, pois o futebol que apresentou foi fraco para uma final europeia. A maioria dos seus jogadores, com exceções pontuais para Heldon, que salvou o jogo do empate ao defender o remate de Massoró, na melhor e mais flagrante oportunidade de golo de todo o desafio; Guarín que fez o fabuloso centro para a não menos fabulosa cabeçada de Falcão que resultaria no único golo do desafio, foram aqueles que, em nossa opinião, mereceram levantar o troféu no final da partida. Dos outros, respigue-se alguns apontamentos de Hulk - para nós, a grande deceção do encontro -, de Rolando, e estamos conversados...

fans do club de braga

Do lado do Braga, a nossa apreciação também não pode ser famosa. De resto, estamos convencidos que o Sporting minhoto nunca teve uma oportunidade tão grande de vencer o Porto como nesta final. Equilibrou a contenda em termos de jogo jogado, e limitou o perigosíssimo ataque azul e branco as três jogadas perigosas em todo o desafio - remate de Hulk aos 4 minutos, golo de Falcão aos 44 e, já no fim do jogo, um remate de Bellushi, ao lado do poste. Talvez a pressão em anular, a todo o custo, o poderio do adversário, tenha inibido os «arsenalistas» no seu próprio jogo. Verdade se diga que mesmo tendo perdido o embate, a verdade é que o Sporting de Braga jogou de igual para igual com o atual campeão de Portugal. Mesmo em oportunidades de golo, os minhotos não ficaram atrás dos portistas, chegando até a desfrutar das duas melhores oportunidades, aos 4 minutos da primeira parte, por Custódio, e no logo no início do segundo tempo quando Massaró, isoladíssimo, com tempo para tudo, teve medo de se aproximar um pouco mais da baliza azul e branca, tendo então rematado contra o pé de Heldon, numa defesa de pura sorte. A ter sido golo, quem sabe o que teria acontecido pelo tempo fora?...

E tal como em relação aos jogadores comandados por Vilas Boas, também os homens de Domingos estiveram abaixo do que se esperava, aliás, como já se percebeu. No entanto, gostámos muito de Custódio, um mouro de trabalho, e de Sílvio e Miguel Garcia, que quase secaram Hulk e Varela, e na segunda parte Massoró, que devia ter jogado de início, malgrado ter falhado a oportunidade que agora todos falam e que poderia ter dado outro rumo ao resultado final. Entrado há segundos apenas no desafio (início da segunda parte), a nossa explicação para o flagrante falhanço só pode ter acontecido por ele ainda estar a frio, sem os reflexos físicos e mentais necessários para concluir um lance de tão grande importância. E ele que até se distingue por ser barra no controlo do esférico e do mental!...

Relativamente aos dois técnicos, ambos estreantes nestas andanças, diremos que Vilas Boas e Domingos, aquele com algum espalhafato, e este demonstrando nítido nervosismo, pouco acrescentaram do seu saber ao jogo, daí a pouca qualidade do mesmo.

E viv»ó Puorto!

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