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rss  Vol. XV - Nº 245         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 26 de Maio de 2020
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Guerra de Religião

Por Carlos de Jesus

 

cruzados

Por vezes, quando as notícias nos caem em cima, a gente sente-se cada vez tentada a pensar, como Saramago, que o mundo seria mais pacífico se fossemos todos ateus. A lógica, tal como ele a definiu certa vez a um periódico argentino, parece plausível, se os adeptos do Real Madrid e do Barcelona não se podem suportar por uma questão de bola, imaginem quando se trata de gente que crê que o deus deles é melhor que o dos outros.

Infelizmente ele omitiu um facto que ninguém pode ignorar hoje - os regimes de Hitler, Estaline, Mao Tse-Tung e Pol Pot eram ateus e fizeram, em menos de um século, com os seus milhões de mortos, mais vítimas que todas as cruzadas, inquisições ou jihads jamais fizeram durante toda a história da humanidade.

Mas a guerra santa existe. Não a podemos ocultar. A guerra das religiões continua a existir, não obstante a santa cegueira da imprensa ocidental. O que se passa no Egito, por exemplo, entre certas correntes islamitas e os cristãos coptas, é um exemplo flagrante. Embora as agências de notícias, como a AFP, nos falem «politicamente correto» de tensões entre os dois grupos, o facto é que já houve dezenas de mortos e centenas de feridos nos confrontos entre aquelas comunidades. O mais grave incidente ocorreu após os islamitas terem deitado fogo a uma igreja cristã sob o pretexto falacioso que os padres mantinham lá refém uma cristã que se havia convertido ao Islão. Este tipo de argumento tem sido largamente usado contra outras igrejas no Egito.

Mas, se no Egito o confronto inter-religioso é patente, que dizer das motivações do Irão que ameaça os países ocidentais, desbloqueando as rotas usadas na remessa de drogas para o Ocidente? Foi o que declarou Ghorban Ali Dorri Najafabadi, atual chefe do Ministério Público do Irão e ex-ministro do Interior, avisando que assim, o Ocidente ficará inundado com o ópio e a heroína provenientes do Afeganistão, maior produtor mundial. Para que quer ele que a droga chegue às nossas fronteiras, quando no interior das suas os drogados são condenados à pena de morte?

Estas são apenas duas notícias que me caíram sob os olhos esta manhã. Mas elas continuam a chegar-nos diariamente. Será que a «Primavera Árabe» vai acabar por desabrochar um dia para um mundo mais pacífico, mesmo continuando a ser religioso?

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