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rss  Vol. XV - Nº 245         Montreal, QC, Canadá - sábado, 04 de Julho de 2020
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Comunidades:

PSD critica falta de interesse pela rede de associações portuguesas no estrangeiro

Lisboa - O cabeça de lista do PSD pelo círculo eleitoral da Europa, Carlos Gonçalves, disse hoje que a rede de associações portuguesas é fundamental para promover Portugal no estrangeiro, criticando a falta de interesse por esta área.

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O cabeça de lista do PSD pelo círculo eleitoral da Europa, Carlos Gonçalves

"Consideramos fundamental aproveitar o associativismo para a divulgação da língua e cultura e fazer com que as associações possam estar minimamente enquadradas em termos de legislação portuguesa para que possam ser apoiadas», disse Carlos Gonçalves.

O ainda deputado sustentou que as associações podem ser «elementos fundamentais na concretização de alguns objetivos comuns».

Carlos Gonçalves, que durante o fim-de-semana visitou associações das áreas consulares de Estrasburgo e Lyon, França, disse à Agência Lusa ter ouvido dos dirigentes associativos pedidos de mais apoios, mas também manifestações de desagrado pela «falta de interesse» por esta área.

"As associações querem também, além de mais apoios, mais presença daqueles que têm cargos públicos e políticos e algum enquadramento em termos organizativos», disse Carlos Gonçalves.

O candidato adiantou que os líderes das associações lamentam que, com a reestruturação da sua legislação, o Conselho das Comunidades Portuguesas tenha perdido a sua ligação ao associativismo.

O cabeça de lista pela Europa lembrou que PSD, PCP e CDS-PP apresentaram na última legislatura projetos de lei sobre o associativismo, adiantando que o grupo de trabalho criado para analisar estes projetos nunca reuniu.

"Os projetos desceram para apreciação na especialidade na comissão de Negócios Estrangeiros, mas infelizmente o grupo de trabalho, a que o deputado socialista Paulo Pisco preside, nunca reuniu e não permitiu que os projetos avançassem», disse Carlos Gonçalves, sublinhando que tem sido muito questionado pelas associações sobre o que aconteceu à iniciativa.

Confrontado pela Agência Lusa, Paulo Pisco, que encabeça a lista socialista pelo círculo da Europa, disse que o grupo nunca reuniu porque se aguardava um estudo de impacto financeiro da medida que nunca chegou.

"Foi pedido um estudo sobre as implicações financeiras da aplicação daquelas medidas e esse estudo não chegou», disse Paulo Pisco à Agência Lusa, adiantando que o projeto do PSD pedia para o movimento associativo «a atribuição de dois salários mínimos obrigatórios mensais».

"Como é óbvio, teve que se pedir uma análise das implicações financeiras até porque na altura já havia estas dificuldades decorrentes da crise e o orçamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha também sofrido uma quebra», disse Paulo Pisco.

O candidato socialista esteve durante o fim-de-semana em campanha eleitoral na Suíça, nas regiões de Genebra, Sierre, Neuchatel, La Chaud de Fonds e Zurique, uma deslocação, que segundo Paulo Pisco, teve mais uma vez como pano de fundo a crise financeira e política em Portugal.

"Há um apelo claro [das pessoas] ao entendimento para que após a eleições os partidos políticos possam ajudar a superar as dificuldades», disse Paulo Pisco.

O candidato diz que nos sítios por onde tem passado em campanha se nota a chegada de novos emigrantes, ressalvando contudo que esta realidade não representa «nenhum tipo de dificuldade acrescida» para os consulados.

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