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rss  Vol. XV - Nº 243         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 22 de Janeiro de 2021
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Eleições federais

«Nós somos a esperança...»

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

nos somos a esperanca ignatieff
Michael Ignatieff
Foto: LusoPresse

O LusoPresse tem vindo a seguir atentamente os passos da nossa compatriota e candidata Liberal, Alexandra Mendes. Nossa, por que é portuguesa e de certa forma representa o nosso sentir e pensar. De resto, em nota anterior já dissemos quanto ela deve encher de orgulho todos os da sua origem, quer venham do Norte, do Sul ou das ilhas. Infelizmente, a grande maioria não poderá votar nela visto que só os eleitores da circunscrição de Brossard-La Prairie, onde se apresenta, têm esse direito. Mas todos, no dia 2 de Maio, estarão sofrendo com ela as agruras de uma eleição. Oxalá que desta vez a Alexandra ganhe com mais tranquilidade. De outra forma - em 2008 ganhou por 60 votos! - o stress é demasiado, devastador mesmo, e a Alexandra, pela sua competência, merece ganhar com outra tranquilidade. 

alexandra mendes na corrida

Posto isto, há que dizer que o LusoPresse esteve no lançamento da campanha de Michael Ignatieff na grande região de Montreal levada a efeito no passado dia 6 de Abril. O acontecimento deu-se em Brossard, precisamente no distrito eleitoral de Alexandra Mendes, o que só prova da estima e da confiança que Michael Ignatieff deposita nesta sua candidata. Foi bonito ver como a Alexandra se movimentou no meio de tanta gente, quer se tratasse de militantes ou do próprio staff do partido. Era ela a fazer as apresentações de todos os presentes ao líder do partido e a outros candidatos da Monteregie, além de Bob Rae, Denis Coderre e outras personalidades do partido.

 No meio daquele mar de gente, que foi a reunião liberal, o chefe nacional, que muitos procuram denegrir, pareceu suficientemente à vontade para falar a todos. Numa demonstração da força partidária, Michael Ignatieff deixou os presentes convencidos de que pode vir a ser o futuro primeiro-ministro do Canadá, como ele próprio repetiu no decorrer do seu discurso de improviso.

De permeio com algumas promessas, como foi o caso da construção de uma nova Ponte Champlain, isto se o Partido Liberal formar governo, Michael Ignatieff aproveitou a ocasião para criticar fortemente Stephen Harquer, que acusa de não ser o homem ideal para dirigir o país. A esse propósito apontou várias falhas a Harper e ao seu partido, que acusa de ser dirigido por um homem só. Atacou ainda o primeiro-ministro de ser arrogante e de meter medo às pessoas, assinalando as reuniões partidárias controladas. Em contrapartida, Michael Ignatieff avançou com a capacidade do Partido Liberal, dirigido por si, para ser governo. «Nós somos a esperança» - afirmou, para logo acrescentar «Stephen Harper é o medo». Assim continuou pelo comício adiante. Não sem que, a dado momento, não deixasse de dizer que para aqueles que mal o conhecem - «eu sou um cidadão normal. Como vocês! Candidato-me por que amo o meu país» - clamou.

Outros candidatos

Martin Cauchon, antigo ministro da Justiça do Canadá nas hostes do Partido Liberal está de volta. A sua luta está centrada no círculo eleitoral de Outremont, seu antigo distrito eleitoral.

Com um adversário de respeito ao serviço do NPD, Martin Cauchon está ciente das dificuldades mas muito confiante numa vitória liberal que o coloque de novo no Parlamento de Otava, uma instituição que tão bem conhece. Isto mesmo disse ele domingo, numa sessão de esclarecimento, acompanhada de bufete, organizada pela comunidade portuguesa e que teve lugar na Associação Portuguesa do Canadá. Para ouvir Martin Cauchon, a sala da APC apresentou-se à altura do evento.

Também Angelo Iacono e Eva Nassif, respectivamente candidatos liberais por Alfred-Pellan e Laval (ambos em Laval) têm vindo a desenvolver esforços junto das comunidades lusófonas das suas respectivas circunscrições, de forma a poder contar com o seu apoio. Nesse sentido, estes dois candidatos convidaram o LusoPresse para cobrir as suas principais actividades de campanha.

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Acordo Ortográfico

Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade  de referir noutro local.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.
 
Carlos de Jesus
Diretor

 
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