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Na América do Norte

Jovens pós-graduados veem regresso mais longe com a crise

Por Paulo Dias Figueiredo, Agência Lusa

 

joaocanningclode
João Canning-Clode

Nova Iorque - A crise económica em Portugal leva os jovens pós-graduados portugueses na América do Norte a ver mais distante um regresso ao país, mas alguns também acreditam que esta é a altura de «arriscar» e «criar oportunidades».

João Canning-Clode, um biólogo marinho do Smithsonian Environmental Research Center (Washington) acredita que a crise dificulta o regresso dos jovens pós-graduados, e diz mesmo que só «o amor à camisola faz regressar alguém nesta altura».

«É preciso ter amor à família, aos amigos e a Portugal, para voltar nesta altura. Acredito que 90 por cento dos jovens pós-graduados portugueses nos Estados Unidos queira voltar, mas que só 30 por cento o faça realmente», apontou o pesquisador.

«Sempre foi o meu sonho regressar a Portugal. Estou fora há sete anos e agora quero voltar ao meu país», reconheceu João Canning-Clode, reconhecendo, no entanto, que nos Estados Unidos «há os meios».

O impacto da crise em Portugal na diáspora de jovens cientistas e empreendedores foi tema central do Fórum da Portuguese American Post-graduated Society (PAPS), em Nova Iorque, onde muitos lamentaram que um regresso a Portugal seja dificultado pela falta de apoios.

Segundo Rogério Candeias, presidente cessante da organização, 75 por cento dos mais de 500 membros da PAPS dizem querer voltar a Portugal, e geralmente fazem-no, quer lançando as suas próprias empresas, quer aproveitando oportunidades no país, mas a situação de crise veio criar uma incógnita.

Para Ricardo Marvão, empreendedor que mantém negócios em Portugal e Estados Unidos, «em alturas de crise criam-se sempre novas oportunidades».

«No estrangeiro as pessoas pensam que o país está num estado péssimo, mas não há nenhum monstro. Temos que pensar positivo», disse à Agência Lusa

O fundador da empresa Evolve, dedicada ao setor aeroespacial, reconhece no entanto que a recessão económica em Portugal pode retrair muitos portugueses de voltar.

«É claro que a crise vai dificultar porque as pessoas ficam mais assustadas, mas não nos podemos desencorajar», acrescentou.

A opinião é partilhada por Ricardo Oliveira, fundador da «Thousand Eyes», uma empresa de segurança de redes informáticas que tem o gigante Facebook como cliente.

«A crise dificulta o regresso dos portugueses, mas também tem um lado positivo que permite lançar novas ideias. É preciso arriscar», defende Ricardo Oliveira, há sete anos nos Estados Unidos.

Ricardo Oliveira foi o vencedor do primeiro prémio Leadership 2010, anunciado durante o Fórum PAPS, onde participou mais de uma centena de jovens.

Entre os oradores convidados estiveram António Câmara, presidente da YDreams, Carlos Coelho, da Ivity Brand, Onésimo Teotónio de Almeida, da Brown University, e o secretário de Estado do Ensino Superior, Manuel Heitor.

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