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rss  Vol. XV - Nº 241         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 03 de Agosto de 2020
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Irmãs Brandão e o «soccer» português

 

irmas brandao usa equipa feminina

Albufeira - Lissette e Kimberly Brandão nasceram e sempre viveram nos Estados Unidos, são irmãs, jogam como defesas e representam a seleção nacional de futebol feminino, por "culpa" do pai minhoto e da mãe açoriana.

Com o sonho de um dia chegar a seleção dos Estados Unidos, as duas luso-americanas, uma loira outra morena, começaram a dar os primeiros toques na bola em New Jersey, mais tarde chegaram à liga universitária, mas tudo mudou quando Kimberly foi convidada para um campo de treino 'diferente'.

"Era só para jogadoras americanas com família portuguesa e acabei por ficar. Depois, a selecionadora [Mónica Jorge] pediu-me para vir fazer mais testes em Portugal e cá estou", contou a mais nova das irmãs Brandão, com 26 anos.

Estreou-se frente à Dinamarca em 2007 e já conta com 27 internacionalizações. Mais tarde, Lissette tentou também a sua sorte no mesmo campo de treino e um ano depois juntou-se à irmã com a camisola das "quinas"

"Aqui o futebol é mais técnico e criativo. Nos Estados Unidos a parte física é mais importante e utiliza-se muito o jogo mais direto", explicou a defesa, de 28 anos.

Antes tinham vindo a Portugal uma meia dúzia de vezes, sempre em férias, agora são chamadas regularmente por Mónica Jorge para os trabalhos da seleção e estiveram mesmo no grupo de 20 jogadoras que a técnica escolheu para participar no Algarve Cup/Mundialito.

Lissette até coloca a hipótese de um dia viver mesmo em Portugal, enquanto Kimberly "adora estar com a equipa portuguesa", mas sabe que o seu futuro passa pelo Estados Unidos.

"Não sei se gostaria. Adoro estar com a equipa durante umas semanas mas tenho a minha família e amigos nos Estados Unidos, por isso penso que ficarei por lá", disse.

No seio da seleção, comunicam com as restantes jogadores em inglês, percebem algum português, mas quando chega ao momento de falar a língua de Camões, o cenário torna-se mais difícil.

"O meu português está a ficar melhor mas ainda tenho muitas dificuldades em falar. Elas são fantásticas, falam comigo em inglês e tentam ensinar algum português", contou Kimberly.

Em "casa", as duas luso-americanas dedicam-se também a treinar jogadores mais novas e não só: Kimberly vai tentar entrar na principal Liga do seu país de origem, considerada como uma das melhores do Mundo, e Lissette fala numa carreira de treinadora ao mais alto nível.

"Além de ter a minha escola de futebol, estou a treinar algumas equipas amadoras", concluiu a mais velha das irmãs Brandão.

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Acordo Ortográfico

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Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020