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rss  Vol. XV - Nº 239         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
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Pietro Guarienti...

E a pintura portuguesa do século XVIII

Por Joaquim Eusébio

Decorreu na passada 5ª feira, dia 10 de Fevereiro, mais uma conferência promovida pela Cátedra sobre a Cultura Visual Portuguesa da Universidade de Montreal. Coube à doutoranda Daniela Viggiani, membro da Cátedra, apresentar o resultado das suas investigações sobre a presença em Portugal do italiano Pietro Maria Guarienti. Segundo a conferencista, Guarienti (1678-1753) foi uma personalidade singular - foi pintor, foi restaurador, um perito em pintura, mas igualmente um comerciante e provavelmente um falsificador de obras de arte. Viveu em Portugal durante algum tempo, entre 1733 e 1736, durante a época faustosa do reinado de D. João V, o que lhe permitiu estar em contacto com algumas famílias da alta nobreza que possuíam quadros de artistas da época e igualmente teve a possibilidade de manter relações com alguns dos pintores daquele período. Pietro Guarienti, já em finais da sua vida, vai publicar um dicionário de pintura, o Abecedario Pittorico. Tal como foi salientado por Daniela Viggiani, este dicionário é um documento importante para a cultura visual portuguesa pois contém as primeiras notícias biográficas impressas relativas aos pintores portugueses. Entre estes, citou referências mais ou menos detalhadas de Vasco Fernandes, mais conhecido por Grão Vasco, Cristóvão Lopes, Francisco de Holanda, António Campelo, Gaspar Dias, Diogo Pereira, José de Avelar Rebelo, Bento Coelho da Silveira, André Gonçalves e Vieira Lusitano. O nome destes pintores passou assim a ser conhecido na Itália e não só, uma vez que o Abecedario Pittorico de Guarienti vai ser alvo de numerosas edições e traduções por toda a Europa.

A conferencista foi apresentada pelo responsável da Cátedra sobre a Cultura Portuguesa, o professor Luís de Moura Sobral que traçou em breves palavras o seu perfil. Daniela Vigianni é de origem italiana, tendo feito um mestrado na Universidade de Génova com uma tese sobre a iconografia de Medeia no mundo antigo e contemporâneo. Prosseguiu os seus estudos em Museologia na Escola do Louvre (Paris) e de História da Arte na Universidade de Pisa.

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