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rss  Vol. XV - Nº 238         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020
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Porto:

MPN celebra ideário «federalizante» da revolta do 31 de Janeiro

 

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Pedro Batista, fundador do Movimento Partido do Norte

Porto - O presidente do Movimento Partido do Norte (MPN) celebrou hoje, no Porto, "o ideário da revolução portuense e nortenha do 31 de Janeiro, democrático, libertário, descentralizador, federalizante e nada mais".

"É a esses heróis que proclamaram pela força das armas, contra a violência instituída, a República e o Governo provisório do Norte que aqui rendemos homenagem", acrescentou Pedro Baptista, numa "romagem evocativa do 120.º aniversário da Revolução Nortenha e Federativa do 31 de Janeiro de 1891".

O ato teve lugar junto ao monumento "Paz aos Vencidos", no Cemitério do Prado do Repouso, tendo o MPN depositado ali uma coroa de flores com o seu emblema.

A revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi o primeiro movimento revolucionário que teve por objetivo a implantação do regime republicano em Portugal e, segundo Pedro Baptista, caracterizava-se pelo seu "cunho democrático e federalista", tal como "rezava a doutrina do Partido Republicano".

O dirigente, professor universitário e antigo deputado socialista, considera que esses princípios ideológicos não estavam presentes no 5 de Outubro de 1910, que "célere rasgou o programa do Partido Republicano e instaurou um regime centralista, unitarista, anti-provincial e anti-federal".

Com o 31 de Janeiro de 1891, "pretendia-se uma revolução de todo o país, para libertar todo o país da capital", resumiu.

"Também nós queremos um governo do Norte e para o Norte, para bem do país. Felizmente, até ver, temos algumas condições políticas para nos associarmos e exprimirmos livre e legalmente", proclamou ainda Pedro Baptista, nesta cerimónia evocativa.

Muito crítico face ao atual regime político, o líder do MPN afirmou que este "já se assume como uma oligarquia partidocrata, em que os que lá estão se consideram os donos do país, consideram este o seu regime e não o dos portugueses".

O MPN ambiciona concorrer já nas próximas legislativas, visando a criação de um grupo parlamentar e a eleição de deputados.

"O caminho que temos pela frente é penoso", reconhece Pedro Baptista, criticando que "a atual partidocracia que enterra o país não quer deixar os seus privilégios"

Os deputados, acrescentou, são uma "tropa fandanga que se fazem eleger sem ninguém os conhecer e que não abrem a boca uma única vez a não ser para dizer que sim aos diretórios partidários, esquecendo quem os elegeu, e não querem deixar os lugares nem assumirem um trabalho decente como os outros portugueses.

"Com os nossos votos só contarão as políticas favoráveis ao nosso eleitorado, à nossa região e ao processo de construção da nossa autonomia regional. Um governo regional do Norte e para o Norte. De 1891 a 2011, o mesmo caminho, a mesma luta, até à vitória final", concluiu Pedro Baptista.

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