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rss  Vol. XV - Nº 238         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 08 de Abril de 2020
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Presidenciais com baixa participação

No estrangeiro infelizmente é tradição - António Braga

Lisboa - O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, lamentou a fraca participação dos emigrantes nas eleições presidenciais de domingo, dia 23 de janeiro, salientando a necessidade de uma "reflexão para mobilizar mais eleitores" no estrangeiro.

 

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"É infelizmente uma tradição", afirmou à Lusa António Braga, quando instado a comentar a elevada abstenção, na ordem dos 95 por cento, que se verificou nas comunidades portuguesas nas eleições presidenciais.

O governante explicou que há "uma baixa inscrição nos cadernos de recenseamento", precisando que "não chega a 200 mil o número de portugueses no estrangeiro que estão recenseados", e que desses emigrantes, apenas "poucos participam".

"É uma reflexão que cabe a todos realizar", disse Braga, garantindo, no entanto, que "estão criados mecanismos de facilitação do recenseamento em toda a rede diplomática e consular", e que a "campanha de informação e de mobilização para as eleições, realizadas em parceria com Comissão Nacional de Eleições, atingiu os seus objetivos comunicacionais".

Campanhas que foram lançadas "justamente no sentido de levar a informação das datas e dos prazos para o recenseamento, que não é obrigatório no estrangeiro", acrescentou o secretário de Estado das Comunidades.

António Braga lembrou que compete à Secretaria das Comunidades realiza "campanhas de informação que são ciclicamente renovadas, designadamente nos tempos de abertura de recenseamento e de lançamento das próprias eleições sejam elas de que natureza for".

De acordo com o governante, outra "questão associada" é o facto de haver eleições que exigem o voto presidencial (como é o caso das eleições presidenciais e europeias), enquanto outras são feitas por correspondência (legislativas).

Estas duas modalidades "também provocam um pouco de ruído na comunicação, fazendo, sobretudo naquelas que têm voto presencial, que muitas vezes as pessoas não se desloquem - por deficiente informação - convencidos que o voto lhes chegará a casa como em outras ocasiões", explicou.

"Creio que há uma reflexão a fazer para justamente podermos mobilizar mais eleitores", concluiu António Braga.

Os deputados da Assembleia da República pela Emigração contactados pela Lusa indicaram o Cartão do Cidadão e a falta de desdobramento das mesas de voto como algumas das causas para a fraca participação dos emigrantes nas eleições presidenciais.

Os resultados das presidenciais no estrangeiro ainda são parciais, faltando apurar quatro consulados dos 71 onde decorreu a votação, mas a taxa de abstenção situa-se nos 95 por cento.

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