logo
rss  Vol. XV - Nº 235         Montreal, QC, Canadá - domingo, 05 de Abril de 2020
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowArquivos arrowContacto arrowÚltima hora arrowClima

Na Ogilvy

Noite de shopping a favor do Hospital Ste-Justine

Norberto Aguiar

Reportagem de Norberto Aguiar

A famosa casa Ogilvy da não menos famosa rua Ste-Catherine, organizou na terça-feira, dia 23 de novembro último, uma noite de shopping que serviu de angariação de fundos para o Hospital Ste-Justine, uma das duas instituições de saúde da cidade de Montreal que está virada para a criançada da província.

na ogilvy 1
Marino Tavares, como sempre ao comando das atividades do Ferreira Café.
Foto: LusoPresse

 Numa noite deveras sui-generis, o montante angariado arrisca-se a ser significativo, a julgar pela quantidade de pessoas presente (alguns milhares!), cada uma tendo pago 100 dólares por ingresso na festa da Ogilvy. Além disso, houve ainda receitas angariadas com a venda dos milhares de «Petardos de Natal», ao custo de 20 dólares cada um, sem esquecer que 15% das compras feitas nas boutiques participantes durante a noite - das 19h00 às 22h00 - também entraram no pecúlio recolhido. Não somos adivinho, mas sempre adiantaremos que o montante angariado deve andar pelos seis dígitos.

Como decorreu a festa

Com cinco andares e mais o subsolo, a Ogilvy, que foi fundada em 1866 e é frequentada pela alta burguesia montrealense e não só, é um «mundo comercial» dentro da cidade de Montreal. Tem muitas boutiques, dos cosméticos às roupas dos costureiros mais afamados, passando por lojas de móveis e outros acessórios. Comprar ali é sinónimo de poder económico. Foi nesse ambiente que o público «convidado» se movimentou.

 

na ogilvy 2
José Gonzalez, acompanhado por dois colaboradores, na chefia do Café Mèliès, do nosso compatriota Paulo de Oliveira
Foto: LusoPresse

À chegada, os clientes da noite do dia 23 de novembro logo recebiam um copo de champanhe, portuguesinho da Costa, numa oferta da famosa adega portuguesa Herdade do Esporão. Pedro Lopes Vieira, manager da citada casa sita à Avenida do Restelo, em Lisboa, fazia as honras da participação portuguesa, distribuindo ele mesmo o famoso néctar. Logo ao lado, bonitas jovens e rapazes a condizer, ofereciam em bandejas de prata acepipes dos mais variados. Vodka pura, café expresso, para além de outros géneros de bebidas, marcavam o seu espaço no rés-do-chão. Aqui era o grupo Hermes que animava musicalmente o serão. Na Mezzanine, que apresentava uma exposição de roupas do Grande Ballet Canadiano de Montreal, o som era do conjunto U Swing.

Seguindo um trajeto pouco definido mas objetivo, onde se confundiam as pessoas com as raquetes de roupa, subimos ao segundo andar. Aqui era o coral The Lyric Theatre Singers que cantava. Conselhos capilares, exposição de Marie Saint-Pierre (alta costura), confundiam-se com outras boutiques tout genre. Neste piso, outra presença portuguesa, agora através do Ferreira Café que, sob as ordens do seu Chefe principal, Marino Tavares, oferecia aos transeuntes carnes de qualidades variadas, sem esquecer os nossos tradicionais pastéis de bacalhau. E por serem «queridos», tivemos dificuldades em obtê-los. Primadona e Buonanotte eram outros restaurantes presentes.

na ogilvy 3
O "F" de F-Bar, a nova criação de Carlos Ferreira, também presente na promoção Ogilvy
Foto: LusoPresse

Deixámos o segundo andar e no terceiro esperavam-nos os «Petardos de Natal» de que falámos há pouco. Compra feita, pois havia que ajudar a causa, e o estalo indica-nos - e à Anália que me acompanha - que o prémio é um sabonete e amostras de perfumes e cremes. Salões de cabeleireiros e de manicura exemplificam modas dos tempos modernos. Com a presença dos restaurantes Cavalli e Globe - já apresentado nestas páginas pela nossa colega Inês Faro aquando do Festival Montréal en Lumières - é no entanto para o Restaurante Café Méliès (propriedade de Paulo Oliveira) que nos dirigimos. Uma palavra ao Chefe José Gonçalves, a foto da praxe e lá vamos em direção ao quarto andar.

Neste 4° piso, logo à entrada, observava-se e escutava-se o McGill Jazz Quartet. Mais adiante, enquanto alguns comercializavam nas boutiques, como de resto se fazia em todos os outros andares, viam-se os Restaurantes Newtown, que já foi de Jacques Villeneuve, o filho do outro, Otto e Decca 77. A seguir, os alunos do Collège Lasalle mostravam o resultado das suas aprendizagens. E como sempre, os jovens, rapazes e raparigas, de bandejas na mão na distribuição dos acepipes.

Veio o quinto andar e com ele o DJ Eric The Tutor. «Coiffure & Spa» eram as vedetas de um piso onde se destacava a presença do F-Bar, uma das novas criações do Grupo Ferreira do nosso compatriota José Carlos Ferreira. Na ocasião, vindos dos andares inferiores, como atrás se refere, encontrámos ao «balcão» do F-Bar o Marino Tavares e o Pedro Lopes Vieira. Mais ao lado, na Sala Tudor, um vistoso desfile de moda, em outra maneira de angariar dinheiro para a Boa Causa. Michel Fortier, antigo ministro do Governo federal de Stephan Harper, na ocasião em que «metemos o olho», agia como manequim na companhia de duas das suas filhas.

na ogilvy 4 manequins nus
No decorrer do shopping, como não podia deixar de serr, os manequins também lá estiveram
Foto: LusoPresse

Percorridos os cinco pisos, onde não só admirámos o ambiente logístico - roupas, móveis, ourivesaria, etc. -, como o «repasto volante progressivo», digamos assim; o convívio, diferente do que normalmente estamos habituados (foi de resto a primeira vez que participámos numa festa organizada com este estilo), e foi altura de fazer o percurso inverso, isto é, descer ao rés-do-chão e deixar a famosa casa Ogilvy. Antes, porém, ainda passámos pelo subsolo para receber o prémio, já definido acima, relativo ao «Petardo de Natal».

Entretanto, refira-se que esta promoção de cariz altruísta teve a participação e apoio de muitas companhias quebequenses - Bombardier, Transcontinental, Fonds de Solidarité du Québec, Bell Canada, etc. - e contou com um Comité de Honra formado por Jeanne Bissonnette (Jadier), Pierre Boivin (Fondation CHU Sainte-Justine) e Jean-François Breton (Devimco, Inc.).

E assim terminou a nossa participação na 15ª Festa da Ogilvy, mercê do honroso convite que nos fez o Carlos Ferreira.

Em rodapé, sabia que... o Hospital Sainte-Justine nasceu em 1907 por instigação da primeira mulher médica canadiana francesa, a Dra. Irma Le Vasseur?

O tempo no resto do mundo

Acordo Ortográfico

Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade  de referir noutro local.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.
 
Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020