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Sorteio dos Mundiais 2018 e 2022

Inglaterra e Estados Unidos, os nossos favoritos

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

A FIFA, Federação Internacional de Futebol Associação, prepara-se para divulgar quem serão os dois países que vão receber os Campeonatos do Mundo de Futebol dos anos 2018 e 2022. E a revelação dos felizes contemplados acontecerá já no próximo dia 2 de dezembro, na sede da FIFA, em Zurique.

 

sorteio dos mundiais david beckham

Sabendo-se que o próximo torneio será disputado no Brasil, o país do melhor futebol do Mundo, e que não recebe a prova deste 1950, e que os disputados mais recentemente foram na África (África do Sul) e na Ásia (Japão e Coreia do Sul) fácil é de prever que em 2018 o país organizador será europeu, a sair do grupo Inglaterra, Espanha/Portugal, que apresentam candidatura conjunta, Rússia e Holanda/Bélgica, que querem repetir o que já fizeram no Europeu de 2000, se a memória me não atraiçoa.

Deste grupo de candidatos, o maior favorito é sem sombra de dúvidas a Inglaterra. Porque tem o melhor Campeonato de Clubes do Mundo, com estádios cheios, tanto na Premier League como nas divisões secundárias, mas, sobretudo, porque a última vez que recebeu uma grande prova de futebol de cariz internacional foi já no longínquo ano de 1996, que por sinal até ganhou.

Depois desse longo jejum, que em determinada altura teve a ver com o comportamento dos seus adeptos - violentos ao extremo - está na hora da FIFA atribuir a competição aos ingleses porque eles têm tudo para que a prova se torne um êxito. Muitos e bons estádios, infraestruturas - estradas, hotéis, telecomunicações... - de primeira grandeza, mas acima de tudo, pela grande paixão dos seus adeptos, que fazem com que todos os domingos os seus estádios estejam repletos, dando assim um colorido fantástico a todo e qualquer jogo de futebol.

Mesmo se ultimamente se associou a candidatura inglesa a atos de corrupção, que de resto também tocaram os aliados Portugal e Espanha, pensamos que os dirigentes fifeiros acabarão por escolher a Inglaterra como sede do Mundial de 2018, pois que, para 2022, como veremos adiante, não poderá a escolha recair num país europeu, isto por muito que custe a Portugal, Espanha, Rússia...

Para 2022, é tempo do Mundial se deslocar para a zona da CONCACAF, confederação que já não recebe a prova desde 1994 (Estados Unidos). Antes, fora o México a acolher o Mundial de 1986. Nesses anos, recorde-se, os Mundiais deslocavam-se apenas entre a América do Sul e a Europa, onde se dizia que era onde se sabia jogar à bola. Daí que o México primeiro, e os Estados Unidos depois, tenham sido exceções à regra. Depois disso, e com toda a justiça, a prova rainha do desporto mundial deslocou-se para a Ásia e no Verão passado, para África. E como nos dois países americanos do Norte, tanto os asiáticos como os africanos não desmereceram da oportunidade que lhes foi dada de tal maneira que não demorará muitos anos e o Campeonato estará de volta àqueles continentes. Evolução do FUTEBOL oblige.

É nessa ordem de ideias - evolução constante do futebol nos chamados países «modernos» na modalidade - que os Estados Unidos reclamam a atribuição do Mundial de 2022. Afinal, não é este país que detém o recorde de assistências num Mundial, mesmo se este já passou por países como a Itália, França, Inglaterra, Brasil, por exemplo? E para 2022, caso lhe seja atribuída a famosa competição, serão os Estados Unidos a bater o seu próprio recorde. Não se esqueça que em 1994 os Estados Unidos nem campeonato nacional tinham, quando agora têm um, que este ano contou com 16 equipas e que em 2011 contará com 18. Ao ritmo de ingresso de duas equipas por ano, em 2022 os Estados Unidos terão perto de 40 equipas! Exageramos apenas!

Mas ainda mais importante na evolução do futebol nos Estados Unidos é conhecer a aderência dos adeptos ianques ao jogo, que o elevam a uma média por encontro não muito longe dos 20 mil espectadores, colocando-o assim logo atrás dos melhores campeonatos europeus e muito superior a países como a Bélgica, República Checa, Portugal, etc. Para além disso, e agora falando do jogo jogado, não é verdade que ainda no decorrer deste verão que passou as equipas americanas ganharam a maior parte dos desafios que realizaram com clubes europeus como Fiorentina, Milão, Manchester, Real Madrid, Chelsea, Barcelona, Aston Vila, Manchester City e por aí fora? A reforçar o apoio popular, à qualidade do seu futebol - a Seleção americana já é hoje considerada como uma potência, num patamar logo a seguir a um Brasil, uma Argentina, uma Itália, uma Alemanha... - estão os seus imensos estádios, vários com mais de 80 mil lugares, que é o que a FIFA quer!

É por tudo o que acima se diz que os dois países a escolher para receber os Mundiais de Futebol de 2018 e 2022 serão a Inglaterra e os Estados Unidos. E se se confirmar esta nossa ideia, creem os nossos leitores que não será a conclusão de nenhuma profecia nossa. Apenas respeitar-se-á a lógica do superior interesse do futebol, modalidade nunca tão de cariz planetário como agora.

Merece-nos simpatia a candidatura de Portugal, parceira da poderosa Espanha. No entanto, somos de opinião que o futebol estará melhor representado pela Inglaterra, pelas razões já expostas. Para além disso, e especificamente no caso de Portugal, nós nunca teríamos grande impacto na prova, pois ficaríamos por meia dúzia de jogos (um grupo, talvez?), visto não podermos competir com cidades como Barcelona, que receberia o jogo inaugural, e Madrid, local da final. Vá lá, uma meia-final para nosso consolo... e seria tudo.

Relativamente aos concorrentes dos Estados Unidos para 2022, só a Austrália terá alguma hipótese, pois o Japão, outra potência emergente, teve o Mundial em suas cidades, em 2002, embora de parceria com a sua vizinha Coreia do Sul. O Qatar está, em nossa opinião, completamente fora da corrida.

Resumindo, o que se espera do sorteio do próximo dia 2 de dezembro é que não fique envolto em polémicas.

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A FIFA, Federação Internacional de Futebol Associação, prepara-se para divulgar quem serão os dois países que vão receber os Campeonatos do Mundo de Futebol dos anos 2018 e 2022. E a revelação dos felizes contemplados acontecerá já no próximo dia 2 de dezembro, na sede da FIFA, em Zurique.
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