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rss  Vol. XIII - Nº 234         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 01 de Junho de 2020
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Hugo Ribeiro, jovem compositor português

E o seu Nocturne Rituel

Por Richard Simas

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Um grupo seleto de jovens compositores contemporâneos internacional está reunido na sala de aula da Faculdade de Música da Universidade de Montreal. Esta manhã, um sol brilhante de novembro está iluminando espetacularmente o Mont-Royal e a cidade inteira. Escutamos atentamente as explicações de Hugo Ribeiro, 27 anos, um dos 8 compositores vindos da Argentina, China, Portugal, Canadá, Itália, Suécia, México e Singapura, ganhadores do concurso de 2010 do Fórum Internacional para Jovens Compositores «Vídeo e música».

Este Fórum, conferência bianual e prestigiosa, foi realizado anteriormente em Amesterdão (2006) e Lyon (2008), e em 2010 será organizado pelo Nouvel Ensemble Moderne, dirigido por Lorraine Vaillancourt em colaboração com a Universidade de Montreal. As três semanas serão preenchidas com apresentações, encontros e ensaios públicos. Acabará em concertos em que ouviremos as obras dos oito jovens compositores e será anunciado os vencedores dos quatro prémios.

Hugo Ribeiro concerto.jpg

A competição é aberta aos compositores que têm menos de 30 anos e o português foi escolhido entre 98 concorrentes de 30 países. Cada compositor precisa juntar a sua composição com uma obra de vídeo de arte. Falando inglês com um sotaque decididamente »British», Ribeiro mora na Inglaterra há alguns anos e atualmente está a buscar o título de doutor na Universidade Canterbury Christ Church. Hugo Ribeiro explica ao auditório a estrutura da sua composição Nocturne Rituel, apoiado por uma projeção visual da partitura. Qual a origem da sua obra? «Os movimentos entre dia e noite, sombra e luz... e a morte, particularmente a de José Saramago. No dia em que faleceu Saramago, estava lendo um de seus diários íntimos...»

Em 2007, Hugo Ribeiro ganhou o prémio da competição da Póvoa de Varzim e, em 2010, a competição nacional de Ópera do Teatro São Luís, em Lisboa, com a sua obra «Os mortos viajam de metro.» Homem de cultura vasta e diversa, o seu trabalho musical é influenciado pela literatura contemporânea. Gosta de dar passeios longos num campo inglês perto de Canterbury. «Um dia estava caminhando, ouvi tocar as campainhas da majestosa Catedral de Canterbury. Este som claro, lindíssimo e regular transformou-se num ritmo constante no meu Nocturne Rituel.»

A cultura jovem e contemporânea em Montreal hoje: Ouvir o Nocturne Rituel de Hugo Ribeiro tocado pelo NEM no dia 26 de novembro às 20h, na Salle Claude Champagne, na Faculdade de Música da Universidade de Montreal.

Saiba mais: www.lenem.ca

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