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rss  Vol. XIII - Nº 234         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 01 de Junho de 2020
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A Quinzena em notícias

Segunda-feira, 1 de novembro

Londres: Um português a dirigir o Lloyds Banking

 

antonio horta osorio

O português António Horta Osório vai ser o novo CEO do Lloyds Bank de Inglaterra, a convite do Governo britânico, que detém 40% do capital do banco. Horta Osório, 46 anos, entrará para o Lloyds Banking no início do próximo ano e assumirá o novo lugar a 1 de março de 2011, sucedendo a Eric Daniels, lê-se num comunicado publicado no "site" do grupo.

"Estou honrado com o convite da administração para abraçar o desafio de liderar o Lloyds Banking Group", afirmou num comunicado o banqueiro português.

O Lloyds Bank de Inglaterra, com sede em Londres e 130 mil empregados, é um colosso financeiro mas atravessou nos últimos anos sérios problemas, que obrigaram a uma intervenção direta do Tesouro britânico, que em 2008, durante a crise do subprime, se tornou o seu maior acionista.

Horta Osório trabalhou durante os últimos 18 anos no Banco Santander no Brasil e em Portugal, mas destacou-se, sobretudo, em Inglaterra.

Desde 2006 que António Horta Osório lidera as operações do Banco Santander no mercado britânico, tendo comprado outros bancos como o Abbey National, o Alliance & Leicester, o Bradford & Bingle e parte das sucursais do Royal Bank of Scotland, aumentando de forma relevante os resultados do grupo espanhol.

Terça-feira, 2 de novembro

Estados Unidos: Republicanos conquistam maioria na Câmara dos Representantes

Os republicanos vão controlar a Câmara dos Representantes, depois da contagem dos votos de hoje para as eleições intercalares americanas.

Face a este resultado, o atual líder dos republicanos, John Boehner, vai ser o próximo presidente da Câmara dos Representantes, afastando a democrata Nancy Pelosi.

Boehner promete uma "mudança de rumo": "Durante demasiado tempo, Washington tem feito o que é melhor para Washington, não o que é melhor para o povo americano. Esta noite isso vai começar a mudar. Temos de nos lembrar: é o presidente quem define a agenda para o governo. E o povo americano enviou-lhe uma mensagem inequívoca que é a mudança de rumo".

Quarta-feira, 3 de novembro

Lisboa: Orçamento aprovado na generalidade

O Orçamento do Estado para 2011 foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e o voto contra do CDS-PP, BE, PCP e PEV.

A proposta orçamental foi viabilizada pela abstenção do PSD, na sequência de um acordo com o Governo, já que o PS não dispõe de maioria absoluta no Parlamento.

O primeiro-ministro manifestou-se satisfeito por o Orçamento ter sido aprovado na generalidade, frisando que agora o Governo concentrar-se-á na sua execução para que Portugal feche 2011 com um dos menores défices da Europa.

O Presidente da República defendeu que a preocupação dominante no debate na especialidade do orçamento para 2011 deverá ser a "repartição justa dos sacrifícios", insistindo na necessidade de se explicar aos portugueses as medidas propostas.

Questionado se estava satisfeito com a aprovação na generalidade do Orçamento do Estado para 2011, o chefe de Estado lembrou que o debate parlamentar sobre o documento "ainda não acabou" e que irá agora começar a discussão na especialidade da proposta do Governo, apontando a "repartição justa dos sacrifícios" como aquela que deve ser a preocupação dominante.

Quinta-feira, 4 de novembro

Portugal: Segurança rodoviária: 602 mortos entre janeiro e outubro

Os acidentes nas estradas portuguesas provocaram 602 mortos desde o início do ano, menos 20 que em igual período de 2009, indicam dados divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Foi nos distritos de Lisboa e Porto que os acidentes provocaram mais mortos, 78 e 77 vítimas mortais respetivamente, seguindo-se Aveiro (57).

Sexta-feira, 5 de novembro

Portugal: FMI teme falência de Portugal

Segundo o Correio da Manhã de hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) teme que Portugal esteja à beira da falência e reconhece que o país está a ser "empurrado para o abismo" pelos mercados internacionais. No estudo 'Fiscal Monitor', o FMI refere que os mercados estão a apostar na falência "quase certa" de Portugal, num futuro breve, e acreditam que o país não vai conseguir pagar a dívida externa. Esta situação conduz ao aumento das taxas de juro, que ontem bateram no máximo histórico de 6,8 por cento.

Ainda segundo a mesma fonte "com esta conjuntura, Portugal tem cada vez mais dificuldade em financiar-se nos mercados internacionais. Os analistas admitem mesmo que o país pode ter de recorrer no próximo ano ao fundo de estabilização criado pela União Europeia e pelo FMI."

Sábado, 6 de novembro

Galiza: Protestos contra o Papa

Como se esperava Santiago de Compostela foi palco de protestos contra a visita do Papa àquele santuário. Muitos contestam a presença de Bento XVI em nome da laicidade e também os custos da viagem do Santo Padre. Numa altura de crise, as 32 horas da presença de Bento XVI deverão custar quase 5 milhões de euros aos contribuintes.

A pedofilia é também um tema espinhoso para os católicos. "A igreja tem uma defesa muito dura em relação à pedofilia qualificando as denúncias de ataques à instituição, o que de facto não é, a não ser que a o clero defenda a pedofilia", diz o porta-voz da associação secular Igreja Sem Abuso.

Domingo, 7 de novembro

Myanmar: Eleições

 

aung san suu kyi

O país com um dos mais brutais regimes do mundo foi a votos num processo eleitoral considerado como coreografia de transição democrática. Os resultados das eleições no Myanmar, antiga Birmânia, que deverão renovar 1163 lugares do Parlamento e das assembleias regionais, apenas serão conhecidos dentro de alguns dias. Testemunhas citadas pela agência Reuters deram conta de uma baixa afluência e irregularidades.

Aung San Suu Kyi, a Prémio Nobel da Paz em prisão domiciliária e que esteve 15 dos últimos 21 anos atrás das grades, tinha apelado ao boicote referindo que "não sonharia em fazer parte" das eleições, as primeiras desde as que venceu há duas décadas.

Segunda-feira, 8 de novembro

Quebeque: Corrupção municipal

A emissão «Enquête» de Radio-Canada revela que vários presidentes camarários têm recebido generosas alvíssaras de empreiteiros encarregados de obras municipais.

Entre eles o presidente da cidade de Saint-Jérôme, Marc Gascon, que é também presidente da União das Municipalidades do Quebeque. Outras municipalidades são também apontadas na reportagem, entre as quais Laval, a terceira mais importante cidade do Quebeque.

W. Bush: Publica livro

"Momentos Decisivos" é o nome que o ex-Presidente norte-americano George W. Bush deu ao livro que acaba de lançar. No livro Bush fala de 8 anos de Casa Branca, do 11 de Setembro, da sua decisão de enviar tropas para o Iraque e Afeganistão, e da resposta a quando do furacão Katrina. No Texas, centenas de pessoas fizeram fila para conseguir o seu exemplar com o autógrafo presidencial. Vários manifestantes aproveitaram a ocasião para mostrar o seu descontentamento com o antigo Presidente exibindo cartazes onde acusavam George W. Bush da prática de tortura.

Terça-feira, 9 de novembro

Turquia: Presidente acusa europeus de miopia

O chefe de Estado turco considera que vários líderes europeus têm uma visão curta. Em causa estão as reservas de países como a França e a Alemanha à adesão da Turquia ao clube dos 27.

As negociações com Ancara arrancaram em 2005, mas têm evoluído a passo de caracol. Abdullah Gül considera que a União Europeia só tem a ganhar com a entrada da Turquia: "É triste observar que alguns líderes não conseguem olhar com clareza para aquilo que vai acontecer daqui a 20, 50 ou 70 anos. O equilíbrio do poder internacional vai passar do Ocidente para a Ásia e é, um imperativo estratégico para a União Europeia ter ao lado a Turquia." Apesar de Ancara e Zagreb terem iniciado as negociações de adesão à União Europeia ao mesmo tempo, a Croácia está ao que tudo indica mais perto de alcançar o objetivo. A Islândia e a Macedónia são os outros países na lista. Atualmente, apenas 38% da população turca apoia a entrada do país na União Europeia.

Quarta-feira, 10 de novembro

Montreal: maior patrão da máfia no Canadá assassinado por um atirador

 

nicolo rizzuto

O chefe de um poderoso clã mafioso do Canadá foi assassinado dentro de casa, em Montreal. Nicolo Rizzuto foi baleado por um franco-atirador que estava escondido num pequeno bosque nas traseiras da casa. Rizzuto chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. A mulher e a filha, que estariam com o mafioso na hora do tiro, ficaram em estado de choque. Essa foi a quarta morte dentro do alto escalão da máfia canadiana nos últimos meses. O clã Rizzuto ganhou fama na década de 1970 depois de um violento golpe contra a família Cotroni, rivais desde os tempos que operavam na Calábria, Itália. Mas a polícia enfraqueceu o grupo com uma série de prisões nos últimos quatro anos. Em dezembro último o neto, Nick Rizutto foi também assassinado por um atirador emboscado. O filho, Vito Rizzuto, encontra-se atualmente detido num estabelecimento de segurança média no Colorado, Estados Unidos, estando a cumprir uma sentença de dez anos por envolvimento num crime de extorsão de dinheiro relacionado com três homicídios ocorrido em Brooklyn em 1981.

Quinta-feira, 11 de novembro

Haiti: Cólera chega a Port-au-Prince

O surto de cólera no Haiti, que fez 583 mortos desde outubro último, chegou à capital, Port-au-Prince. Pelo menos 73 pessoas estão a receber tratamento médico e teme-se que a doença possa agora espalhar-se rapidamente pela cidade.

A situação ameaça a segurança do Estado segundo as autoridades que se debatem com falta de meios para responder aos 9000 casos de pessoas que precisam de ser tratadas. Em Port-au-Prince já tinham sido detetados alguns casos nas primeiras semanas após o início do surto sobretudo em pessoas provenientes da região de Artibonite, a primeira a ser atingida. O Ministério da Saúde haitiano confirmou a doença numa criança de 3 anos que não tinha estado nas regiões mais afetadas. As autoridades temem que a situação possa piorar após as fortes chuvas causadas pela passagem do furacão Tomas, que fez pelo menos 20 mortos e 36 feridos.

Sexta-feira, 12 de novembro

G20: Cada um por si face à "guerra cambial"

Os líderes dos vinte países mais ricos do mundo estão reunidos em Seul para encontrar uma saída para a crise. O diálogo é ensombrado pela guerra cambial. Os europeus criticam a China e os Estados Unidos por desvalorizarem a moeda e adotarem políticas protecionistas.

Em conferência de imprensa, Durão Barroso considerou que "as taxas de câmbio devem ser determinadas pelo mercado e refletir os princípios fundamentais da economia". Para o Presidente da Comissão Europeia, os países "não devem desvalorizar as moedas em busca de ganhos de competitividade nem tentar crescer à custa dos outros porque isso vai conduzir a uma corrida para o fundo". Os Estados Unidos são criticados por terem injetado mais seiscentos mil milhões de dólares na economia. Alguns países temem que esse dinheiro provoque um afluxo de fundos especulativos. O Brasil tomou medidas para limitar os movimentos de capital, como acontece na China.

Pequim está na mira das críticas por impedir a valorização do yuan. As autoridades chinesas prometem ser mais flexíveis no que toca às taxas de câmbio mas são contra uma revalorização rápida da moeda devido ao peso das exportações na economia.

Sábado, 13 de novembro

Birmânia: Prémio Nobel está livre

Aung San Suu Kyi está livre. Para já, a líder da oposição birmanesa mostrou-se, sorridente, aos apoiantes que a aguardavam, ao pé de casa. Mais de um milhar de pessoas aguardava, em Rangum, a libertação da Prémio Nobel da Paz, em prisão domiciliária há sete anos. Uma libertação que ocorre seis dias após as primeiras eleições legislativas no país, em 20 anos.

Trata-se de um sinal enviado à comunidade internacional pela junta militar - no poder desde 1962. A ordem de libertação foi-lhe lida, em casa, pelas autoridades de Myanmar, quando a polícia retirava as barreiras que impediam o acesso à sua residência. Aung Saan Suu Kyi, filha do herói da independência da antiga colónia britânica, tem hoje 65 anos, e passou 15, dos últimos 21, detida.

Domingo, 14 de novembro

México: Explosão mata turistas canadianos

Cinco turistas canadianos morreram numa explosão de gás no hall de entrada do hotel de quatro estrelas Lá Playa del Carmen, no estado de Quintana, no México. A explosão ocorreu cerca das 9:30 da manhã. Além dos mortes houve ainda 17 feridos, dos quais oito canadianos.

A tragédia teria sido causada pela acumulação subterrânea de gás natural, segundo as autoridades, dando a entender que o hotel, inaugurado há quatro anos teria sido construído sobre terras contaminadas.

Segunda-feira, 15 de novembro

Itália: Dia "D" para Berlusconi

 

silvio berlusconi

Esta segunda-feira é a data anunciada para a demissão do ministro, do vice-ministro e dos dois secretários de Estados, fiéis a Gianfranco Fini. Este facto pode não derrubar Sílvio Berlusconi mas obriga-o a, pelo menos, remodelar o governo.

O primeiro-ministro anunciou que se não conseguir a aprovação de um voto de confiança na Câmara dos Deputados, esta será dissolvida. "Se não tivermos a confiança na Câmara dos Deputados, muito bem, vamos a votos apenas para esta assembleia e veremos o que decidem os italianos." A crise política atingiu o seu pico quando, há uma semana, o ex-apoiante de Berlusconi e presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, pediu ao primeiro-ministro que se demita e que abra caminho para formação de um novo governo com o apoio de uma maioria reforçada.

"Il Cavalieri" pôs imediatamente de lado a hipótese de se demitir e afirmou que caso perca o apoio do parlamento, a única alternativa é convocar eleições antecipadas, no início de 2011. Sílvio Berlusconi está confiante que os italianos o reconduzirão de novo ao cargo.

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Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

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