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Vol. XIV - Nº 228 Montreal, QC, Canadá -
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A MONTANHA DOS G8 E G20...

PARIU UM RATO!

Fernando Pires

Por Fernando Pires

Para que servem estas cimeiras? Será que elas existem para resolver os  problemas concretos das populações mundiais a contas  com a miséria e a injustiça?

Ou será um exercício para apalpar o pulso dos representantes dos pequenos países neste anfiteatro?

Depois de nos debruçarmos sobre o que disse o cérebro do ex-presidente G. Bush no seu discurso de passagem por Toronto à margem desta cimeira tudo nos leva a tirar conclusões que estas cimeiras servem apenas de pano de fundo para que o capitalismo tire as suas conclusões encaminhando as consciências mundiais para a defesa dos seus interesses.

Senão, vejamos como funcionam os tentáculos do governo canadiano que preside este clube da Cimeira dos 20.

A Imprensa atenta, que observa e analisa os resultados concretos  que daqui possam sair, é quanto a ela realista quando nos dá conta de personagens em Toronto que vieram "influenciar" nos corredores aqueles que mexem os cordelinhos nas instâncias oficias. Olhem que isto não é delírio, embora pareça.

Lendo entre linhas, o jornal "Le Devoir", numa das suas edições, não deixa de mencionar nas suas páginas na "Cimeira dos G 20, fé e chefes de empresas, referindo aqui uma organização evangélica Canada Christian College, dirigida pelo pastor evangelista Mc Vety, um dos chefes de fila da direita religiosa KARL ROVE, convidado desta organização vindo pregar o seu discurso para que o governo do Canadá possa encomendar os destinos do capital ao santo padroeiro dos conservadores deste reino". 

Os conservadores dos Estados Unidos e do Canadá querem um capitalismo sem freio e fazem a vida cara às boas intenções do Obama.

O facto de Obama ter "arrancado um compromisso para disciplinar Wall Street" e ter conseguido que o Senado e a Câmara dos Representantes aprovem esta disciplina, a direita, de mãos dadas para que a santa aliança não vá mais longe que o que eles permitam.

Por isso a reforma financeira de Obama, chamada a "reforma dos derivados" foi travada pela conferência", e "só os derivados mais a risco deverão ser comercializados"...

"Mas os bancos poderão continuar a utilizar os derivados ligados aos mercados do ouro e dinheiro". Como muito bem diz o amigo economista J. Lage isto não são mais que trocas e baldrocas.

Os bombeiros da crise da economia mundial não conseguem apagar o fogo! 

Diz o diretor do Banco dos Regulamentos Internacionais (BRI) que "os programas de segurança aos mercados e estabelecimentos, criaram uma dependência, cujo sistema financeiro risca de ter dificuldades em se libertar da teia".

Quanto à Europa, espera-se que tome uma iniciativa mais concreta do que aquela que o Senado americano deixou passar, impondo a tão falada taxa bancária aos bancos europeus!

Ref.: Jornal "Le Devoir" 25/26/27/29/06/2010

Montreal, 08-07-2010.      


Acordo Ortográfico

Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade  de referir noutro local.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.
 
Carlos de Jesus
Diretor
LusoPresse - 2012

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