logo
rss  Vol. IX - Nº 129         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContactos arrowÚltima hora arrowClima arrowEndereços úteis
Partilhe com os seus amigos: Facebook

No Bloco Quebequense

Apresentada plataforma étnica

Norberto Aguiar

Reportagem de Norberto Aguiar

De repente o Bloco Quebequense aparece com uma pujança extraordinária no que diz respeito à integração dos étnicos na sua formação política. Começou, se não estamos em erro, com os aparecimentos das candidaturas de Maka Kotto (2003), de origem africana, e de Meili Faille (2004), de origem chinesa, e que chegaram a deputados. Agora, para o acto eleitoral do dia 23 de Janeiro, o mesmo Bloco Quebequense aparece com um largo leque de candidatos oriundos das comunidades culturais. Por exemplo, Vivian Barbot, originária de Haiti, está concorrendo pelo Bloco no círculo eleitoral de Papineau, sendo seu adversário liberal o ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Pierre Pettigrew. Com uma carreira ligada ao ensino, Vivian Barbot já foi presidente da Federação das Mulheres do Quebeque. O Bloco acredita nas hipóteses desta candidata.

GillesDuccepe.jpg
Gilles Duceppe com Meili Faille, candidata que enfrentará Marc Garneau

Outro étnico que aderiu ao projecto bloquista é Apraham Niziblian. De origem arménia, Niziblian chegou a ser presidente do Fórum Juventude do Bloco Quebequense no ano 2000. Este candidato lutará com Denis Coderre por um lugar de deputado no círculo eleitoral de Bourassa.

Outra candidata pelo Bloco e que no último acto eleitoral esteve a um fio de ser eleita deputada foi Maria Mourani, de origem libanesa, se a memória me não atraiçoa. Advogada e com uma lista impressionante de serviços no interior dos Partidos Quebequense e Bloco, Maria Mourani vai de novo enfrentar a deputada liberal de origem grega do Partido Liberal Eleni Bakopanos. Neste distrito o resultado é uma tripla.

Gérard Labelle, William Fayad e May Chiu são outros três candidatos de origem estrangeira do Bloco e que se preparam para lutar por um lugar ao sol na política nacional. No caso de May Chiu, que é de origem chinesa, as coisas parecem não estar a correr de feição na medida em que a sua entidade patronal – um organismo sem fins lucrativos da Comunidade Chinesa – parece que está a ameaça-la com despedimento. As más-línguas dizem que essa ameaça tem contornos políticos.

De Maka Kotto e Meili Faille já falámos. No entanto, resta dizer que o «africano», que é artista polivalente, concorre de novo por St-Lambert e que Faille terá pela frente o candidato vedeta do Partido Liberal Marc Garneau, o primeiro astronauta canadiano. O círculo eleitoral por onde concorrem ambos é o de Vaudreuil-Soulanges.

Foram estes candidatos que Gilles Duceppe, chefe incontestado do Bloco Quebequense, apresentou em sessão pública levada a efeito numa das salas do Mercado Jean-Tallon, no passado dia 5 de Dezembro.

E com um batalhão de jornalistas presentes, Gilles Duceppe mostrou-se agradado com o leque de candidatos étnicos que apresentava, considerando que todos eram candidatos de qualidade. «Já lá vai o tempo em que o Partido Liberal se arvorava de ser o partido das pessoas oriundas da imigração. Esse tempo terminou. Essas pessoas hoje vivem as mesmas preocupações que todos os quebequenses, incluindo o escândalo das «commandites». É certo que elas fazem face a alguns problemas que lhes são próprios e que necessitam de respostas», disse.

Mas Gilles Duceppe, que foi introduzido por Henri Hamelin, presidente da Comissão da Cidadania do Bloco, começou o seu discurso criticando os partidos tradicionais que defendem em primeiro lugar os interesses do Canadá em detrimento dos do Quebeque. «Face a tais situações, o Bloco é o único partido que defende em Otava os interesses de todos os quebequenses, de todas as regiões, de todas as idades e de todas as origens, sem excepção. E a plataforma que hoje lançamos ilustra muito bem esta abertura», disse Gilles Duceppe.

«No Bloco Quebequense, nós acreditamos que a diversidade reflectida na nossa equipa de candidatos e na nossa base militante é a melhor aposta para assegurar o nosso projecto através das aspirações de toda a população do Quebeque. De resto cada vez mais pessoas de todas as origens aderem à possibilidade dum Quebeque independente», adiantou o chefe independentista.

Gilles Duceppe ainda falou na actividade que o seu partido desenvolve em Otava, considerando que foi o seu partido o grande responsável pelo «rebentamento» do escândalo das «commandites». E que o Bloco vai continuar a bater-se contra os Certificados de Segurança e pelo direito à habitação social, ao Fundo do Desemprego, etc. Por tudo isso, o chefe do Bloco Quebequense pediu aos étnicos, através dos seus candidatos, para que votem no Bloco no dia 23 de Janeiro de maneira a que o Quebeque saia vencedor.

Destaque
De repente o Bloco Quebequense aparece com uma pujança extraordinária no que diz respeito à integração dos étnicos na sua formação política. Começou, se não estamos em erro, com os aparecimentos das candidaturas de Maka Kotto (2003), de origem africana, e de Meili Faille (2004), de origem chinesa...
No Bloco Quebequense.doc
 
yes
O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020