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rss  Vol. IX - Nº 129         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 29 de Outubro de 2020
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Na Conferência de Montreal

Administração Bush não leva a «sua avante»

Fernando Pires

Por Fernando Pires

Depois do Protocolo de Quioto, depois da Convenção do Rio, e depois da rectificação dos Acordos de Marrakech, chegou a vez da décima primeira Conferência Internacional de Montreal de entrar em acção, encontrando consenso para diminuir as emissões de gases com efeitos de estufa, que têm como consequência o aquecimento do planeta Terra, dando origem a todas as calamidades que tem caído estes últimos anos sobre várias populações.

Nesta Conferência, cujo objectivo foi o aquecimento climático, a Administração Bush, acabou por ficar isolada, com a adesão da Austrália, que antes fazia coro com Bush, mas finalmente acabou por aderir ao Protocolo de Quioto.

Cercada entre uma Europa e um Canadá determinados a concretizar o Protocolo, a resistência da Administração Bush acabou por ceder ao consenso da Conferência até 2012, sem no entanto aderir ao Protocolo.

Washington, querendo impor o seu objectivo, foi «neutralizada» pelos 157 países participantes nesta Conferência. Para isso foi necessário a intervenção de Clinton que contradisse Bush neste assunto, assim como também do Canadá, que presidindo a Conferência «manobrou» nos corredores para que a delegação americana fosse forçada a ceder.

Houve também, durante as duas semanas que durou a Conferência, outro apoio, que foi a «marcha pela saúde do planeta» onde 40 mil pessoas reforçaram a posição dos delegados, e onde os estrategas da Conferência, teriam «apostado» que esta saíria vencedora. Por fim, o discurso do primeiro-ministro do Canadá interpelou de uma forma indirecta a Administração Bush, dizendo que «certos países são recalcitrantes, e que só há um planeta Terra compartilhado por nós». Esta intervenção fez com que o embaixador do Canadá Frank McKenna fosse chamado a Washington para dar explicações.

Segundo o jornal o «Devoir», Clinton foi convidado à «margem da Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas pela Ville de Montréal, e também pelo Sierra Club do Canadá. O ex-presidente do Estados Unidos dirigiu-se a uma sala de dois mil delegados e representantes dos ONG (Organismos não Governamentais) refutando a tese da Administração Bush dos estragos causados à economia americana pelo entrada dos Estados Unidos na luta pelo clima, afirmando que ao contrário são provados e apoiados em exemplos «como uma verdadeira revolução energética, que estimularia os investimentos e emprego no seu país, diminuindo assim rapidamente os custos desta transacção inevitável. É sabido de todos que os Estados Unidos poluem 25% do planeta com as emissões de gases com efeito de estufa. Mas, apesar de tudo, devemos dizer que existem actualmente dois estados americanos que saíram da regra imposta pelo Administração Bush. São eles: a Califórnia e Nova York, e também as 190 vilas americanas que enveredaram pelo combate à diminuição das emissões do gás com efeito de estufa que é o dióxido carbónico( CO2).

Recorde-se que durante a presidência de Clinton o seu vice-presidente Al Gore tinha assinado o Protocolo de Quioto. Se a União Europeia converteu com êxito os seus compromissos de Quioto, em contra partida, o próprio Canadá está aquem disso, tendo mesmo, Paul Martin reconhecido «um aumento dos piores recordes no Ocidente, que é de 24% acima do nível de 1990. A Convenção prolongou-se pela noite fora até às 6 horas de manhã de sábado. Mas, finalmente, acabou por haver consenso nesta Convenção, que prolonga o Protocolo de Quioto até 2012, comprometendo a Administração Bush a «discutir sobre a luta contra o aquecimento planetário».

Finalmente, a Convenção terminou com as felicitações às 157 delegações que trabalharam para a validação do acordo protocolar de Quioto. Desta Convenção Stéphane Dion sai coberto de louros, visto que conseguiu realizar o que ao princípio parecia irrealizável.

Concluindo, diríamos que sem uma tomada de consciência do meio ambiente que nos rodeia, seja ele local, ou mundial, não haverá possibilidades da sobrevivência das espécies e da humanidade.

Para isso seria preciso que os nossos hábitos de consumo se limitassem ao necessário, e não ao supérfluo de bens, como actualmente acontece nas sociedades de consumo.

Opinião
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