Encontro no Consulado
Cônsul-Geral fala de aproximação...
LusoPresse

O cônsul-geral de Portugal em Montreal, Dr. Carlos de Oliveira, decidiu marcar uma reunião com os organismos da Comunidade, assim como convidou os Órgãos de Comunicação Social Portugueses.

Há mais de uma ano nesta comunidade, o Dr. Carlos de Oliveira, talvez hoje mais seguro daquilo que existe no nosso meio, decidiu-se por este encontro, onde tentou fazer passar alguma informação e ao mesmo tempo escutar os presentes sobre as suas necessidades e preocupações.

Ladeado pelo chanceler David Pereira e por Francisco Salvador, conselheiro local das Comunidades, Carlos de Oliveira começou por apresentar o programa de discussão, das Classes transplantadas, a Visitas de Estudo; de Colónias de férias, a Estagiar em Portugal. Também falou no programa «Portugal no Coração», na Campanha de Angariação de Fundos destinada ao apoio das vítimas dos fogos em Portugal e no programa de «Apoio ao Carenciado».

Com pouca reacção dos presentes, que ouviram mais do que reivindicaram, o cônsul-geral foi desbobinando sobre os diversos assuntos, só aqui e ali interrompido. Por exemplo, das Classes Transplantadas, Colónias de férias e Visitas de estudo disse que «a participação é diminuta»; que o programa «Portugal no Coração», que «toda a gente conhece», permitam-nos pôr essa versão em dúvida, continua duas vezes por ano e que a Campanha de Angariação de Fundos continua em marcha, como «me disse o Senhor Padre José Maria Cardoso». Ficámos a saber que o cônsul-geral esteve em Portugal e que ele próprio se inteirou das necessidades.

Outras questões afloradas no decorrer da reunião foram o site do Consulado, que «ainda nem faz parte dum dos jornais da comunidade», estranhou, e os links para a Loja do Cidadão, Escola Virtual – disponível a partir do dia 24 de Outubro último --, entre outros. Neste último caso, todos concordaram que a aprendizagem da língua pela Internet, que poderá guindar o utilizador a concluir o curso secundário, é uma excelente iniciativa do Governo, mesmo se haverá um custo para o estudante/utilizador, que anda à volta de 20 euros/ano, o que não é nada do outro mundo e que pretende apenas atenuar as despesas do Governo com este projecto.

Na mesma ocasião o diplomata elogiou o Governo dos Açores pela colaboração que dá aos imigrantes, ao mesmo tempo que dizia desconhecer «o que faz o Governo da Madeira».

Ponto importante deste encontro foi o caso dos apoios de Portugal aos organismos locais, quase todos eles sem condições para receberem esses mesmos apoios por via da falta de Estatutos, Contabilidade em Dia e Plano Anual de Actividades. Mas o Dr. Carlos de Oliveira prometeu apoio, propondo-se mesmo ir aos clubes ajudar e aconselhar na preparação, o que, diga-se, é uma tomada de posição inédita localmente. Aqui aplaudimos, a mãos juntas, esta atitude do cônsul-geral. Seria isto possível no consulado anterior? A julgar por algumas críticas feitas na ocasião, nem pensar!...

Por fim, o Dr. Carlos de Oliveira queixou-se da pouca utilização da sala de exposições pela comunidade. «Estou disponível para colaborar por que esta sala está à vossa disposição», disse. Se o LusoPresse não tivesse tido uma má experiência nesse sentido... sugeríamos que agarrassem tal proposta.