Olho Comunitário

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Para o ex-cônsul-geral do Brasil em Montreal, Fernando Jacques Magalhães Pimenta que, de volta ao Quebeque em período de férias, não quis deixar de falar aos muitos amigos que por cá deixou. Na parte que toca a este jornal, o ministro brasileiro não esqueceu, particularmente, a nossa jornalista Maria Adelaide Vaz e o nosso chefe de redacção, Norberto Aguiar, pessoas com quem desenvolveu uma amizade sincera e duradoira.

Considerando a hipocrisia que por aí grassa, onde o que se diz hoje já não serve para amanhã, esta atitude do ex-cônsul do Brasil em Montreal para com os nossos colegas de redacção cala fundo, ao provar que sempre há homens (poucos) que sabem ser solidários para com outros homens.

«Olho Comunitário» regozija-se por esta bonita atitude duma pessoa que depois de ter prestado a sua comissão de serviço diplomático em Montreal, onde deixou só amigos, se estabeleceu, por enquanto, no seu país e que se prepara para demandar outras paragens em serviço do seu Brasil natal.

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Para os desportistas comunitários que dão sinais de discriminação. A última prova foi-nos contada por Lancelote Barata (nome fictício), homem sensato e de fino trato. A história conta-se assim: Estava Lancelote Barata num determinado bar da comunidade a assistir ao Portugal – Egipto, disputado no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, quando um dos presentes sai-se com esta tirada: «Onde é que se já viu a Selecção de Portugal jogar nos Açores? A Selecção tem de jogar é em Portugal!». Lancelote Barata, sportinguista dos quatro costados e adepto incondicional da Selecção de Portugal «apesar» de ser natural de Vila Franca do Campo, e homem de fartos metro e oitenta de altura e 90 quilos, virou a cara para o amigo do lado e sugeriu-lhe deixar aquele bar para «não dar um par de chapadas». O outro amigo, também de Vila Franca do Campo, por sinal benfiquista, aquiesceu ao pedido do amigo e lá foram os dois a caminho doutro bar, onde acabariam por assistir ao fim do desafio.

Histórias como esta, «Olho Comunitário» está ao corrente delas, só esperando melhor ocasião para delas dar conta neste espaço.