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Volume IX - Nº 118 - Montreal, 1 de Junho de 2005

 
   
     
Trajectos de Portugal ÉPOCA 2004/05 - BALANÇO DA SUPERLIGA  
por Vítor Carvalho  
Qualquer apreciação (análise) que se faça ao Campeonato Português de Futebol, agora designado de Superliga, será sempre feito de acordo com os méritos e deméritos de vencedores e vencidos, quer colectiva, quer individualmente.  

Assim, não seria coerente começar a abordagem da competição se não tivesse de distinguir-se o campeão Benfica, que com maior ou menor dificuldade, acabou por revelar-se mais objectivo nos propósitos e métodos.

No grupo dos vitoriosos, independentemente da classificação obtida, mas tendo como medida de aferição e critério a relação potencial/qualidade, terão de ser distinguidos o Braga e o Guimarães, principalmente os bracarenses que estiveram na luta pelo título até às últimas jornadas, e pelo futebol praticado em toda a época.

Daqui para baixo, a nenhum clube e sua respectiva classificação, com excepção dos despromovidos, deve ser tida por desprestigiante ou grande surpresa. Na verdade, se porventura do Boavista se podia esperar um pouco mais, ou mesmo do União de Leiria se augurava melhor prova, não deixam de ser absolutamente normais a repartição de lugares entre Rio Ave, Setúbal, Marítimo, Belenenses, Nacional, Penafiel, Gil Vicente e Académica, esta, inesperadamente, com uma série de mais de dez jogos sem qualquer derrota, incluindo empates com Sporting e Porto.

Quanto a dragões e leões, com o segundo e terceiro lugares obtidos, se por um lado podem definir-se como derrotados, tendo em atenção que o objectivo era o ceptro de campeão, por outro, e em consideração às vicissitudes por que passaram durante a época, nem tudo foi mau. O Porto, com três treinadores, acabou por alcançar um lugar com acesso directo à Liga dos Campeões; o Sporting, com início de época para esquecer, acabou por forçar a discussão do título até à penúltima jornada, exactamente para o Benfica. Aí, sim, aí prevaleceu o pragmatismo de Trapattoni em detrimento do lirismo de Peseiro. E por muito que me expliquem, não consigo perceber como é eleito melhor treinador o que perde do que o que ganha, sobretudo, como é genuíno do desporto e do futebol, quando um jogo só acaba depois do árbitro apitar.

Foi, assim, com os despromovidos Beira-Mar, Moreirense e Estoril-Praia, que levaram para as duas últimas jornadas a discussão da queda para a Divisão de Honra.

Por fim, valendo o que vale, queria deixar expressa a minha análise global à prova, no seu conjunto. Este campeonato, que me lembre, o mais disputado no que concerne à quantidade e proximidade pontual de equipas e potenciais vencedores, demonstrou que o aproximar entre primeiros e demais equipas se deveu à confluência de duas realidades reais: um decréscimo de qualidade dos três grandes e uma substancial melhoria da quase totalidade das restantes. Será que foi maior a responsabilidade dos primeiros ou, ao invés, a causa principal foi da autoria dos restantes.

Talvez a próxima época se encarregue de confirmar ou negar os sinais deste ano.

Taça de Portugal para Setúbal

O Vitória de Setúbal venceu domingo passado, no Estádio Nacional do Jamor, a Taça de Portugal, vencendo na final o Benfica por 2-1.

Esta foi a 3.ª Taça de Portugal conquistada pelos sadinos, em 9 presenças na final, a última das quais há 32 anos (7 de Junho de 1973, também no Jamor, que perdeu para o Sporting, por 3-2).

O triunfo dos setubalenses, inteiramente justo, face ao desempenho de ambas as equipas no encontro, aconteceu depois de ter estado a perder por 1-0, logo aos 4 minutos de jogo, quando o Benfica, de penalty, inaugurou o marcador e parecia embalado para conquistar a chamada «dobradinha» (campeonato e taça).

Porém, o Setúbal não se intimidou com a desvantagem, e partiu para um jogo seguro, em que obrigou o Benfica a jogar retraído, pouco confiante, demasiado cansado e pouco imaginativo, com poucos jogadores encarnados a mostraram saber e vontade de mais uma semana de festejos.

Tal disponibilidade do Benfica permitiu aos sadinos, até porque os setubalenses também têm muitos e bons executantes, dominar o jogo, construir mais lances de ataque, alcançar o empate, ainda na 1.ª parte, e aos 75 minutos marcar o 2.º golo, por Meyong, o da vitória, festejada logo no Jamor e depois em Setúbal, pela noite dentro.


 
 

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