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rss  Vol. VII - Nº 117         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 25 de Novembro de 2020
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Vinte seis anos depois

Espírito Santo continua vivo em Santa Cruz

Norberto Aguiar

Reportagem de Norberto Aguiar

Foi há 26 anos que um grupo de gente ligada às coisas da Igreja decidiu levar por diante a promoção das Festas do Divino Espírito Santo em Montreal, uma tradição açoriana, de onde eram (são) oriundos os promotores da festa de então. Daí para cá é o que se tem visto: 26 anos de dedicação ao Divino Espírito Santo, versão Quebeque, com os Impérios a merecerem a atenção de grande parte da Comunidade. E a prova está à vista, não só em Montreal como em Hochelaga, império já realizado na passada semana, Laval, Anjou, Sainte-Thérèse, Blanville, e mais longe, em Gatineau...

As Festas do Império do Espírito Santo de Santa Cruz realizaram-se no passado fim-de-semana. Tiveram boa participação, apesar dos chuviscos que caíram, principalmente no domingo, dia do cortejo. Mas a temperatura viria a «segurar-se» e as festas, por isso, não deixaram de ter brilho.

E tudo começou no dia 8 de Maio, com recitação do terço, conferências e palestras pelos padres da Comunidade. Porém, foi a 14 e 15 de Maio que as festividades atingiram o seu zénite. Assim, no sábado, houve as tradicionais pensões, distribuídas pelas casas dos crentes, seguida de missa e arraial. No domingo, dia de todas as atenções, houve o tradicional e concorrido cortejo, que este ano integrou as três filarmónicas da comunidade, dando um cariz de unidade que se não viu em ocasiões anteriores. Também integrarem a procissão várias coroas; participaram algumas organizações e personalidades da vida pública comunitária, com destaque para a presença do cônsul-geral de Portugal, Dr. Carlos de Oliveira, que se fez acompanhar pela esposa. Os padres José Maria Cardoso e José Vieira Arruda foram presença obrigatória. De realçar que, este ano, o Império do Divino foi da responsabilidade dos fundadores da festa de há 26 anos. Daí que a Comissão de então integrasse o cortejo com as faixas de Mordomos à tiracolo. Na ocasião pudemos distinguir José de Freitas, João Raposo, João de Fróias...

O cortejo, cremos como todos os anos, saiu da Igreja Santa Cruz ao meio-dia e seguiu pela Clark até à Villeneuve, desceu a Saint-Urbain e entrou de novo em Santa Cruz. Seguiu-se-lhe a Eucaristia das 13.30 horas.

Momento importante destas festividades é aquele que é dedicado à distribuição das sopas pelos crentes e até não crentes, levados, uns pela curiosidade, outros por que, para comer é sempre tempo... A refeição servida, principalmente de carne guisada e massa-sovada é da responsabilidade do mordomo – este ano no plural, como já explicámos, teve lugar depois da missa.

Com início pela tardinha, também como é tradicional, actuaram as bandas do Divino Espírito Santo de Laval e a Portuguesa de Montreal. A Banda de Nossa Senhora dos Milagres ficou de fora do arraial este ano. Segundo julgamos saber, há um acordo de rotação entre as três filarmónicas, mas que nem sempre tem sido respeitado... Entretanto, o JG Night Productions ficou por conta da juventude no salão do Centro Comunitário.

Arrematações, bazar e comes e bebes fazem parte da tradição destas festas que têm a sua génese em Tomar e se propagam por toda a parte onde está um açoriano.

Comunidade
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Foi há 26 anos que um grupo de gente ligada às coisas da Igreja decidiu levar por diante a promoção das Festas do Divino Espírito Santo em Montreal, uma tradição açoriana, de onde eram (são) oriundos os promotores da festa de então. Daí para cá é o que se tem visto: 26 anos de dedicação ao Divino Espírito Santo, versão Quebeque, com os Impérios a merecerem a atenção de grande parte da Comunidade. E a prova está à vista, não só em Montreal como em Hochelaga, império já realizado na passada semana, Laval, Anjou, Sainte-Thérèse, Blanville, e mais longe, em Gatineau...
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