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rss  Vol. VII - Nº 117         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 25 de Novembro de 2020
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No Restaurante Cantinho

O Fado continua «Maître»

LusoPresse

Há semanas que não íamos ao Cantinho por força do muito trabalho que temos tido ultimamente, para mais com uma filha para casar. Mas sexta-feira, depois de assistirmos a um concerto de piano, oferta do novo cônsul-geral do Brasil, em Montreal, decidimos passar pelo Cantinho, questão de ver como se porta o fado neste popular restaurante que também tem optado por meter a sua colherada na cultura portuguesa em Montreal.

Com meia casa, lá estava, como sempre, a Marta Raposo, uma artista cada vez com mais espaço no meio artístico lusitano desta província. Acompanhavam a Marta os tocadores, que admiramos, José João e Francisco Valadas que, como sabem, também cantam.

Ao chegarmos mais a Anália, sentámo-nos e pedimos uma entrada de polvo, um dos nossos pratos favoritos. Foi uma entrada porque já tínhamos jantado, para além de já termos degustado alguns acepipes no decorrer do cocktail do citado concerto. A nossa mesa ficou paredes-meias com a do Senhor António Gomes e esposa, ali para jantar e assistir, como nós, à soirée de fados. De resto, o Senhor Gomes é familiar de José João (pela esposa).

Depois começaram os fados, com a Marta como «pivot», cantando e distribuindo «tarefas» pelos fadistas presentes, alguns que poderemos dizer de «profissionais» – aqueles que actuam amiúde na comunidade – e por outros que vão chegando e querem experimentar. Neste particular o Restaurante Cantinho tem tido papel interessante.

Carlos Rodrigues e Vítor Vilela já têm espaço próprio, por isso não nos admira a sua postura. Cantaram como de costume, muito embora o ambiente desse para tudo, mesmo para «voltar atrás» quando a coisa não sai à maneira. O mesmo não se pode dizer dos «caloiros», alguns quase a pedirem desculpa pelo tempo que lhes foi dedicado. Neste último grupo apreciámos duas novas (?) fadistas, ambas oriundas dos Açores, uma região pouco prolífica em fadistas. Foram elas Liberta –––- e Salomé Silveira. Ambas pareceram-me com potencial. Merecem segunda oportunidade.

Entretanto, já em momento de despedidas, tivemos a grata surpresa de escutar o nosso colaborador Henrique Paisana, homem das máquinas fotográficas e que, de repente, ali mesmo, nos aparecia como candidato a fadista. Cantou e foi aplaudido. Não é o Fernando Farinha nem o Alfredo Marceneiro, mas deu para levar uma farta salva de palmas. – Isto é para continuar?, perguntámos-lhe na ressaca. A resposta foi um grande sorriso e um encolher de ombros.

Saímos do Restaurante Canhinho era pouco mais da uma da manhã.

 

Fado
no
Há semanas que não íamos ao Cantinho por força do muito trabalho que temos tido ultimamente, para mais com uma filha para casar. Mas sexta-feira, depois de assistirmos a um concerto de piano, oferta do novo cônsul-geral do Brasil, em Montreal, decidimos passar pelo Cantinho, questão de ver como se porta o fado neste popular restaurante que também tem optado por meter a sua colherada na cultura portuguesa em Montreal.
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