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www.lusopresse.com - Editor: Norberto Aguiar - Director: Carlos de Jesus

Volume IX - Nº 116 - Montreal, 1 de Maio de 2005

 
   
     
Em Lasalle  
Restaurante Resto-Bistro
St-Honoré é português!
 
Reportagem de Norberto Aguiar  

Foi o Emanuel Marques, ferrenho sportinguista do Porto Formoso, que um dia, depois de «violenta» discussão sobre o futebol nacional no Triângulo, onde tomamos o café quase todas as manhãs da semana, me disse que, em Lasalle, havia um restaurante português. Na mesma ocasião, o Emanuel prometeu levar- me até lá para conhecer os proprietários, visto que «pode ser que venham a ser teus clientes...». O tempo passou e o Emanuel também se esqueceu da promessa. Se eu fosse sportinguista como ele, talvez não houvesse... esquecimento.
António Reis, à esquerda, e Lucas Costa, à direita, acompanhados
dum cliente amigo.

Tempos mais tarde, vim a saber que um dos proprietários era o Lucas Costa «... aquele que foi teu guarda-redes e que também jogou no Clube. Não te lembras?», disse-me a minha nova fonte.

Não só me lembrava do Lucas como o meu contacto com ele nunca deixou de acontecer. Por causa do Vítor Carvalho, nosso jornalista em Leiria e seu conterrâneo da zona de Alqueidão da Serra. De resto, o Vítor é o seu advogado na terra. Para além disso, sempre fui vendo o Lucas na cidade, principalmente no seu local de trabalho, o bar-restaurante do Hotel Intercontinental, na Baixa da Cidade, quando por lá passávamos em tarefas jornalísticas.

Com a informação no «bolso», lá fomos até Lasalle para conhecer o restaurante e, ao mesmo tempo, fazer uma surpresa ao nosso antigo pupilo.

À chegada, estacionei o carro no enorme parque de estacionamento, pois o restaurante fica situado num centro comercial, e depois desloquei-me para o interior do restaurante. Resta dizer que a visita foi feita num domingo de manhã e que eu estava acompanhado pela família, no total éramos seis pessoas.

Depois das apresentações, o Lucas fez-nos descobrir o restaurante, que é enorme, «tem capacidade para 200 pessoas», é muito vistoso e moderno. Quem o pensou teve muito bom gosto. «Isto foi tudo criado por nós, eu e o António Reis, meu sócio, com a ajuda dum designer de origem portuguesa, Francis Rodrigues (pai português) e logo quisemos um restaurante bem feito e à altura das exigências dos nossos dias. Também quisemos grande para termos espaço para festas de família, como baptizados, comunhões e mesmo casamentos, logo que não ultrapassem as duzentas pessoas». E quase sem se deter, Lucas Costa continuou dizendo que «temos contrato com o senhorio por 10 anos, com mais cinco de opção. É nossa intenção ficar aqui muito tempo», diz com largo sorriso.

Com três meses de «arranjos», o Restaurante Saint-Honoré, nome escolhido por ser o padroeiro dos padeiros e, diga-se em abono da verdade, também a pensar no mercado para onde estava (está) virado, abriu a 6 de Fevereiro de 2004, portanto, neste momento com um ano e dois meses de actividade. Actividade que, sempre segundo os seus dois proprietários «estamos contentes com o que conseguimos até agora. E sabemos que vamos continuar a aumentar o volume dos negócios. Se continuar assim temos razões para acreditarmos no futuro. Temos boa clientela. Por que aprecia o que oferecemos, desde as nossas ementas ao nosso serviço. E ainda só temos um ano de funcionamento». A propósito de ementa. Que tipo de cozinha é a vossa?

Os dois sócios olharem um para o outro e talvez considerando a nossa pergunta a despropósito, avançaram dizendo que «... a nossa cozinha é portuguesa e mediterrânea! Olha, temos cataplana, arroz de marisco, bacalhau, às mil maneiras, caldeirada de peixe, carne de porco à alentejana, bitoque; e temos frango assado... Só pela manhã é que temos pequenos-almoços à moda do Quebeque, que também podem ser à moda portuguesa, pois é tudo uma questão de opção do cliente». Não contente com a resposta, Lucas Costa ainda nos diria que «os vinhos que temos são o Romeira, o Marquês Marialva, branco e tinto, o Vila Régia, o Casal Mendes, o Aveleda...». Pedimos para que ele se ficasse por aqui.

Para ter cozinha portuguesa é preciso ter chefe lusitano. E o Saint- Honoré tem chefe português formado no Instituto de Turismo e Hotelaria do Quebeque. O seu nome é Carlos de Jesus - nada a ver com o nosso director. Natural da Serra da Estrela, Carlos de Jesus antes de chegar ao Canadá viveu em Angola. Trabalhou em vários restaurantes montrealenses, destacando- se o do Hotel de la Montagne, e na comunidade, no Estrela do Oceano do tempo do Henrique Laranjo. Carlos de Jesus tem 27 anos de experiência culinária, é casado e pai de dois rapazes e uma rapariga.

Proprietários e amigos

A história deste restaurante começou muito antes do dia 6 de Fevereiro de 2004. Pelo que o Lucas me disse, o sonho de ser dono do seu próprio espaço vem de muito longe, quase desde a altura em que começou nesta vida de restaurantes, iniciada quase desde menino. «Este negócio despoletou por influência do meu irmão António (mais novo). Ele trabalhava com o Reis e conhecendo os desejos de um e outro, pôs-me em contacto com o meu actual sócio. Concordámos que a nossa vontade era recíproca, avançámos então para o negócio. Formámos sociedade, que começou por ter um terceiro indivíduo, e fomos à procura da nossa sorte, que deu nisto. Ainda não nos arrependemos, mesmo se as coisas nem sempre se passam como queremos. Felizmente que depois dum início difícil, tudo se transformou e hoje estamos muito satisfeitos com a opção que tomámos. Agora só pedimos que a sorte não nos abandone».

Aberto a partir das 11h00 da manhã e com encerramento da cozinha às 23h00 - o bar só fecha às 3 horas da madrugada - o Saint-Honoré ainda tem como horário a abertura às 10h00 da manhã, aos fins-de-semana, para servir o tradicional «branch». No resto tem tudo dum restaurante tradicional português, a qualquer momento da semana. Porém, o St-Honoré oferece ainda jantares/dançantes às quintas, sextas e sábados, na companhia dum artista convidado.

Para quem não saiba, o Restaurante-Bar St-Honoré está situado no 7852, boul. Champlin, não muito longe do Hospital de Lasalle.

Contactos: (514) 364-7272.


 
 

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