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www.lusopresse.com - Editor: Norberto Aguiar - Director: Carlos de Jesus

Volume IX - Nº 115 - Montreal, 15 de Abril de 2005

 
   
     
Grupo Coral do Senhor Santo Cristo  
Trinta e cinco anos de labor  
LusoPresse  

Foi o Henrique Laranjo que nos chamou a atenção para o facto do Grupo Coral do Senhor Santo Cristo, da Missão Santa Cruz, como quer que se diga a Filomena Amorim, levar a efeito, num destes últimos domingos, no seu restaurante, um almoço de aniversário. Ele falou-me em 37 anos, que depois soubemos ser 35, mesmo se os trinta e sete não são totalmente erróneos. «O grupo propriamente dito fez 35. Contudo, eu já tinha começado a tocar para a Igreja Santa Cruz, ainda ela estava na Clark, por volta de 1970. Era catequista e estava a estudar piano e como na igreja o Senhor Padre Frederico Fatela, amigo da família, dizia que as celebrações religiosas pareciam mudas, não se cansava de perguntar ao meu pai quando era que eu estaria apta para tocar na igreja. Foi assim que tudo começou», diz-nos Filomena Amorim, fundadora e responsável pelo Coral.

Primeiro a Filomena aprendeu piano e depois bifurcou para o órgão, que «não difere muito, embora precise de outra técnica», diz. Foi assim que, munida desses conhecimentos, a Filomena, com a ajuda do padre Aventino Oliveira, um pequeno grupo de jovens da catequese e de algumas catequistas avançou para a criação do Coral do Senhor Santo Cristo, em 1974. «Mas, como sabes, nisto de grupos há sempre quem chegue e quem parta, por isso há muito movimento também no nosso grupo, muito embora eu ainda tenha colaboradores e colaboradoras da primeira hora. São pessoas muito dedicadas e para quem a música é parte de suas vidas», acrescenta.
Formado por 18 pessoas, «há mais algumas, mas como vivem longe, só esporadicamente colaboram», o Grupo Coral do Senhor Santo Cristo, mercê da sua música sacra, actua essencialmente nas igrejas, portuguesas na sua maioria, e tem como «casa» a Igreja Santa Cruz.

Funcionando de maneira ad hoc, isto é, sem direcções ou conselhos administrativos, o Coral não tem razões para modificar o seu dia- a-dia, como diz de novo a sua mentora. «O nosso funcionamento é à base do respeito. Isso de direcções, muitas vezes, dá azo a egocentrismos que, depois, deita a perder muitas organizações. Até agora não temos encontrado razões para alterarmos a vida do nosso grupo». E mais adiante, depois de pergunta nossa, «... também já fomos aos Açores. Foi em 1994, pelas festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Um belo momento, mas onde encontrámos algumas dificuldades...», refere Filomena Amorim com alguma mágoa.

Quando pensava que o nosso rápido bate-papo estava terminado, a nossa prima - a avó era irmão do meu avô - fazia-me outra revelação: -- A partir de Novembro passado, por iniciativa do padre José Maria Cardoso, que criou a Universidade dos Tempos Livres, para os idosos, mas que passou a contar com gente de todas as idades, estou à frente dum novo grupo, a Tuna d'Oiro, constituída por pessoas idosas, uma vintena, que estão aprendendo a cantar a nossa música popular, incluindo a de origem açoriana! É mais um projecto que me dá muito prazer desenvolver. O «curso» terminou agora, por causa das festas que estão à porta, mas volta no Outono.

Como vêem, a festa do Chez le Portugais foi promovida para homenagear a Filomena Amorim pelos seus 35 anos de artista, para mais fundadora dum grupo musical de importância comunitária. Na ocasião, o restaurante encheu-se com os cantantes, os familiares e os amigos da Filomena que, como é evidente, estava nas estrelas por tamanha festa, repetindo para quem a abordava que «estava longe de imaginar isto. Estava longe de imaginar isto...».

O LusoPresse dá os parabéns à Filomena e, já agora, aos seus diversos colaboradores, igualmente responsáveis pelo importante aniversário. De resto, a caboucoense está, sem favores, no topo dos artistas portugueses desta comunidade.


 
 

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