www.lusopresse .com

  Este espaço está reservado para si !
514-272-0110

www.lusopresse.com - Editor: Norberto Aguiar - Director: Carlos de Jesus

Volume IX - Nº 114 - Montreal, 1 de Abril de 2005

 
   
     
Leo Matos  
Comunidade tem mais um pintor  
LusoPresse  

O convite apareceu na redacção dirigido à Sandra Leitão. Logo, a nossa primeira impressão foi que seria mais um convite para assistir à apresentação duma exposição de pintura dum pintor de origem brasileira, como acontece amiúde em Montreal. Afinal, chegado ao 4357 do Boulevard St- Laurent, local da exposição, em substituição da Sandra - ocupada com outros afazeres - fomos confrontado com o facto do pintor ser português, natural do Cacém, nos arredores de Lisboa, embora tenha chegado ao Canadá na adolescência.

Leo Matos na companhia de seus pais e com as sua pinturas em pano de fundo

Leonel Nuno de Matos, que nos disse conhecer-nos desde o tempo em que trabalhámos para outra publicação, tem o gosto pela pintura desde criança que, depois, foi reforçando quando andou na escola, onde tirou um bacharelato em Estudos Asiáticos e outro em Artes Gráficas, nitidamente ao lado do curso de Belas Artes, sonhado mas ainda não concretizado.

Esta é a primeira exposição do Leo Matos, que já andou pelo Japão e Tailândia, terras onde se inspirou para a pintura. Buda e o Monte Fuji-San fazem parte do lote de quadros expostos na Galerie Étnik-Art ao lado da casa e paisagem alentejanas. O seu trabalho é feito em acrílico sobre tela e demonstra qualidade, que só pode ser quantificada por experts na matéria. A exposição, montada no segundo andar da Étnik-Art, uma galeria também nova, com pouco mais de três meses, como nos disse a directora Mélanie Hébert, estará patente ao público durante 10 dias e apresenta cerca de três dezenas de quadros, com preços que variam entre os 400 e os 3 mil dólares.

Com paixão pelo Japão, onde viveu cinco anos, Leo Matos diz que também faz poesia, toda ela inspirada no país do Sol Nascente. De resto, Leo Matos é um homem de múltiplos talentos, pois além de pintor e poeta, também já fez Banda Desenhada, que publicou para algumas revistas da Europa. Junte-se-lhe dotes de desportista, pois jogou futebol e neste momento ainda pratica boxe de estilo asiático.

«E para sobreviver tenho três empregos», diz. Mas o seu sonho é passar a viver da pintura. Para isso, ele pensa voltar aos bancos da Universidade «para aperfeiçoar a minha técnica e reforçar os meus conhecimentos». E mais adiante: - Não me vejo a trabalhar num escritório. Quero progredir na pintura que é a minha maneira preferida de comunicação. É verdade que falo quatro idiomas, mas é através da pintura que realmente melhor comunico.

Esta foi a primeira exposição de Leo Matos, que teve nos pais (Leonel Matos e Lucília Fragoso) os seus incondicionais apostadores. «A primeira exposição é sempre a mais difícil...», diz, para logo acrescentar que «agora vou tentar expor com alguma frequência, sempre dependendo da minha disponibilidade para pintar, como é evidente».

 
 

Voltar ao topo da página
Página principal