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Volume IX - Nº 113 - Montreal, 15 de Março de 2005

 
   
     
Para manter legados culturais  
Carlos César defende aposta nas novas gerações  
Por J. S. Ferreira (Porto, Capital do Norte)  

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, defende que os esforços dos poderes públicos e das associações das comunidades açorianas espalhadas pelo Mundo, no sentido da preservação dos legados culturais e identitários, e mesmo na evocação das tradições mais antigas dos Açores, "não podem deixar de ser dirigidos para as novas gerações", tendo em conta que, sublinhou, "os sujeitos activos de transmissão desses valores são em cada vez menor número nascidos nas nossas ilhas, ou, quando o são, permanecem cada vez menos tempo deslocados no mesmo lugar".


José Manuel Rebelo, presidente da Casa dos Açores do Norte, quando
entregou a salva de prata ao Presidente dos Açores, Carlos César.

Carlos César, que falava no Porto, na sessão solene comemorativa dos 25 anos da Casa dos Açores do Norte (CAN) vincou, por isso, que "urge readaptar, face à nova realidade, a diversidade dos objectivos e das acções que as casas dos Açores, tal como outras associações de raízes açorianas, desenvolvem de acordo com esses novos destinatários" Para o chefe do executivo regional, o desafio é, agora, o de comunicar com o sentido da História e das Raízes, mas também com o sentido da contemporaneidade do que são os Açores como Região de "atracção e de progresso", sendo esse o caminho que o Governo quer seguir e trilhar com os Açorianos residentes no exterior e as suas associações representativas.

Relativamente a estas, Carlos César frisou ser desejo do Governo Regional que, para além da fruição e recriação das vivências culturais açorianas sejam, igualmente, pólos de agregação e intervenção social e cultural nas suas áreas geográficas de implantação, e estejam capacitadas para a prestação de serviços em interacção com instituições oficiais e associações privadas da Região.

Lembrou, a propósito, que existem em todo o Mundo cerca de dois mil clubes, associações e outros organismos que trabalham exclusiva ou directamente com as comunidades açorianas, frisando que essa acção contribui, certamente, para orgulho que os Açorianos sentem pelas suas origens, orgulho que o presidente do Governo considera que devem também sentir por aquilo que "os Açores são hoje", com a multiplicação dos sinais de um período de progresso, como o aumento do número de empresas e da população empregada e a taxa de desemprego mais baixa do país.

As comemorações dos 25 anos da Casa dos Açores do Norte decorreram ao longo da toda a tarde do passado dia 5 de Março, culminando com um jantar no Ateneu Comercial do Porto. O programa festivo incluiu a inauguração de uma exposição de chávenas comemorativas, um concerto de guitarra clássica pelo jovem terceirense Adalberto Martins, a apresentação do livro "Instituições e Ideais Educativos nos Açores", de José Maria Teixeira Dias, uma sessão solene, na qual foram entregues placas aos sócios fundadores e sócios mais activos e participativos da CAN, e um recital de canto e piano com as "Trovas" de Francisco de Lacerda.

O presidente do Governo Regional foi distinguido pela Direcção da CAN, presidida por José Manuel Tavares Rebelo, com uma chávena comemorativa, uma placa alusiva e uma garrafa de vinho do Porto com 25 anos e rótulo personalizado. Carlos César retribuiu à Casa do Açores do Norte, com a oferta de uma salva de prata homenageando a passagem das suas bodas de prata.

A Casa dos Açores do Norte foi fundada oficialmente em 6 de Março de 1980, mas o processo da sua constituição arrancara quatro anos antes numa reunião em Gondomar, em casa do médico faialense José Eduardo Garcia de Vargas.

Em 1999, a Casa dos Açores do Norte passou a ter sede própria, no centro do Porto, cuja construção foi financiada sobretudo com verbas da União Europeia, a que se candidatou com um projecto de um seu associado das Flores, o arquitecto Gabriel Serpa Magalhães. A obra foi, igualmente, apoiada pelo Governo Regional, por decisão de Carlos César.

O edifício está dotado de uma biblioteca - a Biblioteca Natália Correia - que reúne mais de três mil volumes de autores e temática açoriana.


 
 

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