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Volume IX - Nº 111 - Montreal, 15 de Fevereiro de 2005

 
   
     
Crónica em conjunto com o programa FPTV
Semana em Foco
Por Diamantino De Sousa
Todas as semanas no canal FPTV (SIC Internacional) participo no programa a
Semana em Foco, uma forma de debate onde se faz um apanhado dos principais
acontecimentos da semana quer a nível comunitário, a nível Português, a
nível do Quebeque e Canadá, bem como a nível internacional. À partir de
agora, passo a fazer um pequeno resumo dos assuntos debatidos nesse
programa e, que de forma alguma representa tudo aquilo que ali se debateu,
mas simplesmente um resumo dos principais pontos.


Actualidade comunitária


Eventos culturais em associações!
Ultimamente tem-se vindo a apreciar o que se faz nas nossas associações e
colectividades da região de Montreal e depara-se que praticamente apenas se
efectuam sempre as mesmas actividades: assistir a jogos de futebol,
jantares e bailes.
Onde estão outras actividades que outrora essas associações apresentavam
como espectáculos construídos por gentes da comunidade?


Preparação do dia 10 de Junho
Segundo aquilo que me foi possível apurar junto de diversas pessoas que
estiveram reunidas esta semana com o cônsul e outras associações e
colectividades da nossa comunidade, continua o eterno problema quando se
pretende organizar qualquer coisa. Não existe programação planeada mas
todos querem dinheiro para organizar qualquer coisa. As diversas
associações e colectividades são convidadas, não respondem mas depois
quando se juntam referem sempre como se fosse um pequeno grupo que organiza
as coisas e deixassem as outras de lado.
Como se falou na semana passada enquanto existir este tipo de atitude, não
vamos longe. Há que pensar em iniciar um agrupamento cúpula que enquadre
diversos elementos dessas colectividades para fazer algo mais.


Actualidade portuguesa


Eleições de 20 de Fevereiro.
Após o debate televisivo entre os dois actuais "leaders" dos partidos mais
representativos na política actual, Pedro Santana Lopes e José Sócrates e a
campanha eleitoral que se tem vindo a assistir, fico ainda mais na dúvida
sobre o valor dos nossos políticos.
Como já vem sendo habitual em campanhas políticas existe sempre uma parte
de 'lavagem de roupa suja' e esta campanha não foge à regra com insinuações
que têem marcado a pré-campanha.
E nesse duelo, para mim Santana Lopes sai-se melhor que José Sócrates,
porque um tem tudo a esconder e outro nada tem a mostrar e conseguiu
irritar mais o seu adversário em momentos cruciais.
Santana Lopes foca a sua campanha na referência ao estado caótico em que o
PS tinha deixado o país aquando só último governo do qual Sócrates fazia
parte.
Os dois defendem o peso da administração pública, Santana na redução do
peso da administração pública de 15 para 11% e aumento da produtividade,
enquanto Sócrates centrou-se somente na proposta de redução de efectivos
afastando o congelamento dos salários mais sim moderação salarial e guerra
à burocracia.
Para mim considero os dois candidatos como não sendo dois verdadeiros
adversários:
Santana Lopes para mim tem uma característica que é a de ser um homem
comum, normal, que trabalha para viver, tem capacidades e não se distancia
das multidões, faz erros e aprende com esses erros.
José Sócrates por outro lado é uma pessoa irritável com pormenores, com
pouca capacidade a quem não se pode pedir mais, é aquilo que eu chamo uma
pessoa mediana, sem nível e que faz tudo para atingir os seus objectivos.
Mas se tivermos em consideração a sua passagem pelo último governo do PS
onde durante os 6 anos no executivo, e como ministro do Ambiente nada fez
pelo Plano Nacional de Ordenamento, nem sequer um plano de ordenamento da
área protegida foi capaz de aprovar. Ainda por cima fez a pior negociação
de sempre para a União Europeia no protocolo de Quioto. Durante o seu
período no governo efectuou um investimento de 200 milhões de euros em
Búzios no Brasil, relativo a obras de saneamento básico quando ainda hoje
uma grande parte do nosso país ainda não dispõe dessas infra-estruturas,
para mim foi a pior escolha do PS para substituir Ferro Rodrigues. Mas como
o povo Português tem uma memória volátil isso não se traduz nas sondagens.
Embora com alguns erros e confusões Santana Lopes conseguiu em menos de
seis meses fazer mais que José Sócrates fez em 6 anos no governo.


Canadá
Comissão Gomery
Semana repleta com o testemunho de Jean Chrétien e de Paul Martin.
Como já era previsível Jean Chrétien não admite nada sobre a
responsabilidade, ao contrário tudo fez o que era necessário para manter
aquilo que fazia parte da sua tarefa, manter um Canadá unido. E que todos
os ministros do gabinete estavam ao corrente da situação das comanditas e
só quem não queria saber é que não sabia que existiam.
Jean Chrétien terminou o seu testemunho com uma situação anedótica e até
certo ponto triunfante, quando começou a mostrar bolas de golfo que tinha
recebido como prendas 'ridículas' aquando da sua passagem como primeiro-
ministro: Georges W. Bush, Bill Clinton, do Presidente da Venezuela Hugo
Chavez para mencionar apenas estes e terminou com uma bola especial a da
'Ogilvy Renault' da qual fazem parte Bernard Roy, Brian Mulroney et Sabrina
Goomery, fazendo referência a uma afirmação infeliz do juiz Goomery no
final de 2004.


FINA devolve os Campeonatos mundiais a Montreal.
 

Numa visita relâmpago de Gerald Tremblay a Francfurt este conseguiu aquilo
que já era considerado impossível, ou seja que a FINA devolvesse os
campeonatos mundiais com a condicionante por parte da Vila de Montreal de
ter de encontrar os 12 milhões para a organização dos jogos.
Alguns números em foco para este evento:
Orçamento de exploração: 36,5 milhões
Contributo federal: 19 milhões dos quais 3 milhões em serviços
Contributo provincial: 14 milhões em infra-estruturas
Contributo da Vila: 11 milhões em infra-estruturas e segurança
Venda de bilhetes antecipados: 5.7 milhões
Comanditas antecipadas: 12 milhões e foi nesta parte que G.Tremblay se
portou garante para poder reaver os jogos.
Se os valores antecipados da bilheteira não forem atingidos, o que vai
esperar mais uma vez os contribuintes de Montreal será de ter de pagar a
factura tal como aconteceu com os jogos olímpicos. Esperamos que isso não
aconteça, senão os moradores de Montreal deverão pagar mais uma taxa nos
próximos anos.


Quebeque
 

O fecho do Wal-Mart em Jonquière (Saguenay) e a luta dos sindicatos pela
sua implantação nesse gigante da venda de retalho. A sindicalização pode
ser um bem desde que aproveitado para bons fins mas pode trazer dissabores,
como neste caso para os 200 trabalhadores que irão ficar sem emprego. Não
está em questão a rentabilidade da loja, mas sim uma questão de princípio
contra a sindicalização por parte da direcção do Wal-Mart. Não esqueçamos
que a Wal-Mart na China tem todos os seus associados ligados a um
sindicato, assunto a seguir e a ver se o boicote pedido por diversos
sectores políticos e sindicais poderá trazer alguma medida que possa
inverter a decisão de fecho da loja em Jonquière.






 
 

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