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www.lusopresse.com - Editor: Norberto Aguiar - Director: Carlos de Jesus

Volume IX - Nº 111 - Montreal, 15 de Fevereiro de 2005

 
   
     
Na sala da Magnus Poirier  
«O Ser interior»  
LusoPresse  
Como anunciado precedentemente, a Escola Internacional Rosa Cruz Áurea
levou a efeito na passada quinta-feira, na sala principal da Magnus
Poirier, 6520 da rue Saint-Denis, a conferência «O Ser Interior»,
ministrada pelos Senhores Margarida Brandão de Mello e Didier Bourgeois. A
nossa compatriota deslocou-se mesmo de França ao Quebeque para participar
neste evento pouco habitual no seio da nossa comunidade.


Quem somos nós?
Foi a pergunta feita em jeito de preâmbulo, colocada pelos dois
conferencistas desde logo. E, de seguida, «Para alguns, nós somos o fruto
da sorte, um pó no infinito. Para outros, uma criatura submissa à vontade
dum Deus inacessível».
Com cerca de 30 pessoas na sala, a conferência continuou assim, com os dois
conferencistas a lançarem um tas de questões de ordem existencial, levando
a plateia a pouco ou nada a reagir. Por desconhecimento do assunto? Porque
intimidada pela facilidade com que os conferencistas, principalmente o
Senhor Bourgeois, dominavam as questões que eles próprios levantavam?
Cremos que pelas duas coisas.
Não foi por isso estranho que Margarida Brandão de Mello, em Português, e
Didier Bourgeois, em Francês, se esforçassem diante dos presentes para que
levantassem questões, pois que estariam ali para responder ao que fosse
perguntado. Mas por aquelas razões, ou por outras, eventualmente, a
minúscula plateia só timidamente tinha voz. Concordamos que para um
conferencista, este tipo de comportamento se torna um pouco frustrante.
Apesar disso, Didier Bourgeois e Margarida de Mello tentaram não deixar que
houvesse tempos mortos, puxando pelo saber de maneira a dar as melhores
informações possíveis. Como o vídeo que mostraram, de maneira a que os
presentes ficassem com uma melhor ideia deste movimento que já está
instalado em 40 países.
A Humanidade do século XX explorou as diferentes vias que a ela se
ofereciam na esperança do progresso, da ciência à espiritualidade, passando
pela procura de desenvolvimento de todas as ordens - humanista, filosófica,
artística.
Manipulações genéticas, experiência de clonagens e de ordem nuclear foram
assuntos focados no decorrer da conferência e que, no dizer dos dois
especialistas, vão muito para além do «limite do absurdo...».
Para justificar os seus dizeres, Margarida Brandão de Mello evocou que
«Tanto progresso foi realizado!... E portanto, bem nos parece que o
sofrimento e a angústia progrediram na mesma medida, ao mesmo tempo que
nada era resolvido ou descoberto sobre o enigma da vida».
Mais adiante na sua alocução, Margarida de Mello voltou a perguntar: Até
onde iremos nós? Como encontrar a saída? E falou dos Mistérios, do
Renascimento, da Imortalidade...
Novato nestas coisas, o repórter saiu da Magnus Poirier mais confuso do que
quando lá entrou.


 
 

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