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www.lusopresse.com - Editor: Norberto Aguiar - Director: Carlos de Jesus

Volume VIII - Nº 108 - Montreal, 15 de Dezembro de 2004

     
     
Através do ministro Raymond Chan  
Multiculturalismo entra em cena no Quebeque  
 
Laval – Todos nós sabemos que a palavra Multiculturalismo está em desuso no Quebeque. E quem contribuiu para isso foram governos quebequenses arrogantes, que poderíamos chamar de governos anti-étnicos, pois a vontade deles era transformar de repente um indiano, um chinês, um árabe, mesmo um português, num quebequense de «souche». Foi assim nos últimos anos e nada nos aponta para que a situação se modifique. E tanto faz estar o Partido Quebequense no poder como estar o Partido Liberal, que da ADQ não podemos falar por falta de exercício governativo, se bem que não seja difícil perceber de que lado estará também este partido.
Diferentemente, porque pouco mudou neste domínio, age o Governo do Canadá, neste caso sob a alçada do Partido Liberal, o «grande defensor das comunidades», como se ouve amiúde. Têm razão os que pensam assim? Somos de opinião que os nossos usos e costumes estarão melhor defendidos por este último (leia-se governo). E a prova viu-se na segunda-feira, na reunião do Hotel Château Royal, onde esteve presente o ministro federal do... isso mesmo, do Multiculturalismo, Raymond Chan, um hongkonguês.
A sala estava cheia e apresentava ares multicolores, com gente do Haiti, do Sri Lanka, da Índia, do Vietname, da China, de Marrocos, do Egipto, do Líbano, eu sei lá quanta gente oriunda dos mais recônditos países deste nosso planeta. E também lá estiveram portugueses. Alguns anónimos, como nos disseram, outros nem tanto, e ainda outros em representação de organismos comunitários, como foram os casos das representantes da Associação Portuguesa de Nossa Senhora de Fátima de Laval, Manuela Delbiondo (presidente) e Ana Paula Rodrigues. Lina Pereira, com influência junto da deputada liberal federal, Raymonde Folco, agiu como cicerone junto do jornalista e da delegação portuguesa. «Se precisar de alguma coisa, disponha». Muito simpática a jovem mulher, foi mesmo ela que intercedeu junto da deputada para que fosse possível uma foto com o ministro para o jornal.
E quanto à reunião? Oh, como foi participada, ao ponto da deputada, que dirigiu a reunião, ter mandado gente para casa sem que tivesse tido tempo e maneira de pôr a questão ao ministro. E foi pena, porque Raymond Chan se mostrou muito afável, sem deixar de responder a tudo o que lhe foi apresentado. É caso para dizer que desta maneira dá gosto reunir com ministros. Vem até a propósito dizer que o ministro, que também adiantou ter muitas coisas para contar, era «cá da gente»!
A reunião terminou como começou: com muitos abraços e cumprimentos, pois muita daquela gente deambula por tudo quanto é reunião governamental, não fosse grande parte dela formada por dirigentes com responsabilidades nas suas comunidades.
Para trás ficaram as reivindicações e os lamentos por um apoio prometido mas mal colocado.


 
 

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