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www.lusopresse.com - Editor: Norberto Aguiar - Director: Carlos de Jesus

Volume VIII - Nº 107 - Montreal, 1 de Dezembro de 2004

 
No selecto Club Saint-Denis  
Degustação de vinhos portugueses  
Por Norberto Aguiar  
Foi na quinta-feira, dia 18 de Novembro, em sessão das 15.00 às 18.00 horas, que teve lugar mais uma degustação de vinhos portugueses sob a égide do ICEP – Ofício do Comércio e do Turismo de Portugal. A prova, cremos que a terceira do ano, teve lugar nas instalações do famoso Club Saint-Denis, situado na rua Sherbrooke, não muito longe do boulevard Saint-Laurent. Recorde-se que ultimamente passaram por este prestigiado clube personalidades portuguesas como o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, e o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César.
Com uma dúzia de expositores vindos de Portugal, a prova desenrolou-se muito familiarmente, mercê das instalações acolhedoras que foram postas à disposição do ICEP, representado, nomeadamente, por Helena Santos (Montreal) e William Delgado, um dos responsáveis da Delegação de Toronto.
Vindos de várias regiões de Portugal, os produtores trouxeram alguns dos seus melhores produtos, tanto em vinhos tintos como brancos e verdes. Houve mesmo alguns que se muniram de bons Portos e Moscatéis, duas marcas que apreciamos.
Caves Santa Maria, Caves Vale do Rodo – Douro, Pegões, Adega Silgueiros, Caves Felgueiras, União das Cooperativas do Dão, União das Adegas da Beira Interior, Adega da Covilhã, Adega Figueira de Castelo Rodrigo, Cooperativa Beira Serra, Adega Cooperativa de Pinhel e Vercoope de Santo Tirso, tentaram convencer os representantes locais por que é que os seus vinhos teriam de encontrar mercado na cidade.
Sem que possamos garantir que todas as companhias saíram de Montreal com contratos firmados, a verdade é que os importadores locais não tiveram mãos a medir, provando os vinhos de fio a pavio, todos na certeza de encontrarem o vinho ideal, não só em termos de sabor mas também de preço.
Alivin, Rocha e Rocha, Mundo 99, Réseau Global, Vinaction, importadores identificados com a comunidade, todos tiveram oportunidade de fazer negócio. Uns terão tido mais sorte do que outros, nada mais normal em termos comerciais. Pelo que nos apercebemos, todos saíram do Saint-Denis com aquilo que procuraram. Terão os produtores Portugueses recolhido o fruto do seu labor, consubstanciado numa longa viagem? Difícil de responder. De qualquer maneira, neste tipo de negócio o tempo é que marca o destino.
Mas não foram só os importadores de origem portuguesa que passaram por esta mostra. Muitos outros, que são grandes companhias locais; muitos restaurantes quebequenses, já conquistados pelos vinhos portugueses, e até alguns representantes de restaurantes da comunidade também aderiram a mais esta promoção vinícola.
E quanto à qualidade dos vinhos? Tenham paciência que eu só me fiquei pelo Moscatel de Setúbal Superior 1998, da Adega de Pegões, uma autêntica maravilha. Assim sendo, sugiro que contactem o Fernando e Carlos Rocha (Rocha e Rocha), o Henrique Laranjo e a Dulce Pratas (Mundo 99), o representante do Alivin, o Daniel Resendes (Vinaction), o Emanuel Cabral (Réseau Global International) e até o Marcelino Alves da Tasca. Eles, sim, podem aferir da qualidade dos vinhos portugueses apresentados no âmbito da campanha Les Vins du Portugal, ils aiment la bonne compagnie, apoiada pela União Europeia.
Apreciámos o trabalho da equipa do Saint-Denis (praticamente todos lusos) sob o comando do jovem português Paulo Terrantez.